Hummm… não entendi nada…

A necessidade de considerarmos o outro para quem escrevemos

Podemos entender essa conversa?

C: Você trouxe as coisas que pedi?
J: As que estavam lá em cima?
C: Não, as que deixei no quintal.
J: Ah, vou buscá-las.

(obs: as letras maiúsculas representam as iniciais dos nomes
das pessoas envolvidas na interação)

Embora esse texto oral faça pouco sentido para um estranho, os interlocutores se entendem perfeitamente, complementando as lacunas através de inferências baseadas em seu conhecimento partilhado (Koch, 2004). “As coisas” são conhecidas de ambos, C e J; “lá em cima” faz referência a algum lugar, também de conhecimento dos interlocutores, o que dispensa certas explicações por parte deles. Dessa forma, a depender de quem é o nosso interlocutor escreveremos mais ou menos, daremos mais ou menos detalhes.
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