Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

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Documentários – sugestões

Muitos clientes me pedem sugestões de documentários. Pois bem… segue uma listinha:

- “Olhos azuis”;

- “Notícias de uma guerra particular”;

- “Muito além do cidadão Kane”;

- “O dia que durou 21 anos”;

- “Trabalho interno” (‘Inside Job’);

- “Os quatro cavaleiros” (Fair Horsemen);

- “A corporação” (Corporation);

- “Food inc.”;

- “Cortina de Fumaça”;

- “O mundo segundo Monsanto”.

 

 

Mestrado: cuidados durante o processo seletivo

Recebo muitos e-mails de pessoas me pedindo orientações sobre os cuidados que devem ter durante o processo seletivo de um mestrado. Portanto, em linhas bem gerais (mas importantes), segue o que respondi hoje mesmo a uma leitora do blog:

O processo seletivo para ingresso no mestrado, incluindo a prova discursiva, tem certas peculiaridades…

O primeiro aspecto que gostaria de destacar é o seguinte: se sua prova for de áreas humanas, saiba bem em “que terreno você está pisando”, ou seja, conheça as vertentes teóricas de base (por exemplo, se vai tentar o mestrado em Educação, conheça as principais teorias da Educação – as clássicas –  e qual a “defendida” pelo instituto no qual você está prestando a prova; se vai prestar na área da Linguística, conheça as principais teorias sobre a concepção de linguagem e a defendida pelo instituto). A meu ver, isso é bem importante. Geralmente sobre esta base você poderá escrever sua dissertação.

O segundo aspecto que gostaria de destacar é a necessidade de você entender o que se espera de um futuro aluno do mestrado: que ele SAIBA REFLETIR SOBRE UMA DADA QUESTÃO, DISCUTIR ALGO, PENSAR! E por isso você pode escrever livremente em uma prova desse tipo, colocando-se, opinando sobre; não se trata de uma mera prova com perguntas fechadas e respostas pré-determinadas.

O terceiro aspecto diz respeito à QUALIDADE DO TEXTO, AO CUIDADO COM A ESCRITA E REVISÃO. Não se trata de mera correção gramatical (indispensável), mas encadeamento de ideias, boas relações de sentido e argumentação de qualidade. Escrever será uma importantíssima atividade que você deverá desempenhar durante todo o mestrado e após ele.

Quarto e último aspecto: se houver entrevista, vá tranquilo(a), com algumas anotações (tópicos) do que você pretende falar (sobre sua vida pregressa, por que seu interesse pelo mestrado, seu projeto de pesquisa etc). Eles querem realmente ter certeza de que você vai tocar o mestrado até o fim e tem condições para isso.

Como também já fiz um mestrado, e olhando para trás, noto que tudo isso foi crucial durante o processo seletivo.

Bem, espero ter podido ajudar!

Beijos a todos os futuros pesquisadores.

TRE-SP: 10 tópicos importantes para quem vai escrever uma dissertação!!!

  1. Leitura do enunciado e interpretação do que a banca quer: lembrar dos estilos mais comuns de enunciados e que cada um deles demandará algo do leitor. Em todos os casos, candidato, o SENTIDO do que você está lendo deve ser o seu guia;
  2. Sobre o texto motivador: em enunciados nos quais a banca expõe um texto motivador e o tema destacado em negrito, lembrar que tal texto não está ali para que você retire dele trechos inteiros que possam ser copiados; a banca não vai facilitar a sua vida. O texto motivador é importante sim, conforme vemos em nossas aulas, mas não para isso;
  3. Antes de começar a escrever: levantar perguntas em torno do tema, pois isso ajuda na seleção de informações; relacionar o tema com seus conhecimentos gerais; inserir o tema na realidade do mundo a fim de extrair dessa realidade algo para seu texto. Lembre-se que você pode fazer uso de conhecimentos de Direito, História, Economia, Filosofia etc.
  4. Ao selecionar o que irá escrever: cuidado com a tentação de querer “enfiar” (é isso mesmo), a qualquer preço, conteúdos que, embora bem trabalhados em outras redações (e que você até decorou), não se aplicam ao tema da sua prova. Além disso, não se esqueça de preencher os “vazios” sobre os quais tanto falamos em nossos encontros;
  5. Ainda selecionando conteúdos: diversifique o que irá escrever em cada um dos parágrafos do desenvolvimento; o que foi escrito em um deles não volta a ser escrito no outro. O primeiro do desenvolvimento pode ser mais conceitual, geral, mas o segundo precisa ser mais reflexivo, analítico, crítico, com marcas de opinião; aliás, cuidado com textos descritivos do início ao fim ou com vaguezas e generalizações;
  6. Leitura constante: leia seu texto todo tempo. Escreveu a introdução? Releia toda ela antes de prosseguir. Mudou qualquer coisa em um período? Releia-o por inteiro e revise-o. Vai escrever um novo parágrafo ou período? Releia os anteriores para pensar em como vai construir os seguintes;
  7. Bateu estresse durante a elaboração do texto: nosso cérebro não é uma máquina, graças a Deus; abaixe sua cabeça por 1 minuto e inspire profundamente; saia para beber uma água, coma um carboidrato etc.;
  8. Para quem ainda acredita em modelos prontos, “milagrosos”: ainda há tempo de abandoná-los, afinal modelos engessam sua criatividade e bloqueiam o seu pensar;
  9. Finalizando: ao passar o texto a limpo, atenção ao que está copiando e às eventuais mudanças que fará; lembre-se de que a leitura é constante;
  10. Depois de já ter passado o texto para a versão final: você ainda tem de reler o texto! Viu algum erro e precisa rasurar? Não hesite, rasure! Faça o que for preciso para não entregar seu texto com erros que necessariamente o farão perder preciosos pontos. Um bom examinador vê com bons olhos o zelo do candidato.

DE TODO CORAÇÃO, QUERIDOS, DESEJO UMA EXCELENTE PROVA!!!

A dissertação não vale 1000, vale 100!

por Carla Queiroz Pereira em Redação, produção de textos

Tem gente que escreve um suuuuuuuper texto, uma dissertação de excelência para nossas aulas, aliás, muito superior ao que a banca exige. O problema está, porém, no tempo que se gasta para certas dissertações. Quando pergunto sobre o tempo despendido nesses textos de excelência, muitas vezes sou informada de que foram gastas 2h30… 4h… Oh, God! Isso seria ótimo se nas provas para concursos também tivéssemos o relógio a nosso favor. Mas não o temos! Portanto, segue uma orientação: talvez (talvez!) você não possa escrever, em função do tempo, um texto de excelência (um texto nota 1000), mas consiga um texto nota 100, ou seja, um texto ótimo (com argumentos consistentes, boa coesão, conhecimento de mundo, correção gramatical etc.) super dentro do que a banca espera e precisa para lhe pontuar com nota máxima. Lembre-se disto: o texto de excelência (nota 1000) e o texto ótimo (nota 100, conforme correções da FCC, por exemplo) são pontuados da mesma maneira, ou seja, com a nota máxima da banca.

Quais são seus objetivos ao escrever?

Ontem, durante uma aula, falei sobre um aspecto muito importante para a boa escrita de cada parágrafo do desenvolvimento de um texto dissertativo: ter muito bem definido o OBJETIVO visado no parágrafo!!! Se isso não estiver bem definido, É MUITO PROVÁVEL A DISTRAÇÃO, O “PASSEIO” POR OUTROS ASSUNTOS QUE NÃO INTERESSAM AOS PROPÓSITOS DO TEMA DA PROVA!
Na referida aula, o tema em discussão era “O uso da poesia no cotidiano”, e o texto motivador tratava da possível aplicação (ou não) da poesia a um ou outro contexto. Sendo assim, entenda, PRIMEIRAMENTE, a proposta! É esse entendimento que NÃO PERMITIRÁ A VOCÊ ESCOLHER O QUE QUER ESCREVER A SEU BEL PRAZER.
Se a questão central é sobre poesia (e NÃO sobre humor, felicidade, diferenças culturais etc.), escreva, inicialmente, sobre POESIA! O que ela é, o que ela representa, sua importância etc.; pode, inclusive, CITAR NOMES DE POETAS (você sabe os nomes de alguns conhecidos poetas brasileiros, certo??? Então mostre esse conhecimento ao seu examinador, ora!). Parece óbvio eu dizer tudo isso, mas os textos que leio todos os dias me mostram que eu preciso falar e escrever o que acabo de dizer.
Repito (e desculpe-me a insistência): a redação, no caso aqui em questão, é sobre POESIA!!! É sobre poesia e sua APLICAÇÃO (EM QUE CONTEXTOS SERIA, OU NÃO, ADEQUADO O SEU USO). Escrito o primeiro parágrafo do desenvolvimento, o seu segundo parágrafo poderia tratar da aplicação da poesia (pode esse gênero ser usado em quaisquer contextos?) Lembre-se disso e não fique à deriva.
Finalizei a aula dizendo ao meu aluno: “Eu insisto porque acredito em você e sei que você pode produzir um texto cada vez melhor! E, please, nada de se aventurar a olhar modelos fechados, pelo amorrrr de Deus; você já provou e percebeu que isso não costuma dar certo”!
Grande abraço. Um ótimo feriado!

Escrita de estudos de caso

Hoje, pessoal, escreverei sobre um assunto que gera muita dúvida entre os ‘concurseiros’ e que sempre é objeto de perguntas.

Nas provas, precisamos notar que a banca examinadora costuma usar terminologias diferentes para solicitar textos também distintos: “redação”, quando se trata de tema geral e sem relação direta com as atribuições do cargo ou do órgão pretendido; “prova discursiva”, quando se trata de tema técnico-específico a ser discorrido pelo candidato; “estudo de caso”, quando se trata de prova também técnica-específica, mas com a peculiaridade de nela haver, como o próprio nome indica, um caso hipotético cujos institutos jurídicos devem ser identificados, fundamentados e analisados/solucionados.

Em uma prova discursiva, diferentemente de um estudo de caso, a banca simplesmente pedirá, por exemplo, que o candidato disserte sobre o “Princípio da Preclusão no Processo do Trabalho”. Bastará ao candidato reproduzir com organização/coesão e correção gramatical os aspectos jurídicos mais relevantes (que constam nos livros) e que foram previamente memorizados. Já em um estudo de caso, o candidato deverá, de acordo com uma história narrada pela banca, identificar o instituto jurídico e aplicar seus conhecimentos jurídicos à solução do caso; precisará, portanto, fundamentar cada afirmação ou solução; necessitará correlacionar caso hipotético e conhecimento legal ou jurisprudencial.

Posto isso, que tal começarmos a praticar escrever os estudos de caso? Somente praticando saberemos se realmente já conseguimos atender ao que se espera desse tipo de texto!

 

“Travei”… “Deu branco” !!! – Parte I

Quem já não sentiu, diante de um tema (de prova, geralmente) a ser escrito, que o pouco tempo para desenvolvê-lo, bem como a ansiedade e o nervosismo impediram o pensamento de fluir na “hora H”? Vamos conversar um pouquinho sobre isso… Separei o assunto em alguns tópicos: 1. Fator tempo; 2. Fator psíquico; 3. Fator técnico (habilidade para pensar o tema e escrever). Hoje vou escrever sobre o FATOR TEMPO!

Pessoal, não existem milagres (pelo menos quando o assunto é escrita!); escrever um bom texto dissertativo de 25 a 30 linhas requer tempo, ou seja, no mínimo 50 a 60 minutos, geralmente. Não por acaso é assim. Você gastará tempo para ler, reler e interpretar a proposta da banca; gastará, em seguida, mais bons minutos para selecionar as informações (diversificadas) que serão inseridas no texto (e isso não é fácil); investirá tempo na elaboração da ideia selecionada (isso também é demorado, pois o modo como se escreve dará maior ou menor argumentatividade ao texto, e maior ou menor organização); você ainda verá o relógio passar enquanto reescrever algumas partes, retirar outras, mudar algumas de lugar, corrigir a gramática etc.; por fim, ainda investirá bons minutos na leitura e releitura do texto, sem contar, também, a possibilidade de escrever um rascunho e ter de passá-lo a limpo.

Portanto, não adianta, antes da prova, ter aprendido a pensar variados temas e relacioná-los com os vários outros conhecimentos que já possui se, na “hora H” você negligencia o fator tempo! “Nadou, nadou e morreu na praia”…

Pode ser, obviamente, que o fator sorte esteja a seu favor e que você consiga driblar o tempo, criar excelentes argumentos, apresentar ótimas reflexões, estabelecer brilhantes relações semânticas no texto…

Mas confesso que isso seja bem difícil de acontecer.

Antes de dissertar você precisa interpretar!

No concurso para o cargo de AJAA, do TRT-PR, ocorrido no dia 29.11.15, a banca examinadora não deixou explícito, em uma frase, o tema da redação; exigindo um conhecimento ainda mais amplo e refinado do candidato, apresentou um textinho que deveria ser, primeiramente, interpretado. Uma adequada interpretação era elementar para o reconhecimento/a identificação do tema por parte do candidato. Sem isso a redação já começaria comprometida!!! Portanto, vamos a alguns comentários a respeito do referido tema!

Epicuro havia percebido que as leis não educam: que não eram feitas para serem propriamente obedecidas, mas para garantir, sobretudo, a possibilidade de punição. Ele se deu conta, por um lado, de que a educação e as necessidades básicas do ser humano deveriam ser gerenciadas pela pólis (Estado); por outro lado, viu que era preciso, de algum modo, isolar para educar, porém, sem reclusão, porque a virtude do caráter político não se reduz, afinal, a um modelo ou teoria, tampouco ao recinto de uma instituição ou de uma pólis. 

(Adaptado de: SPINELLI, Miguel. Epicuro e as bases do epicurismo. São Paulo, Paulus, 2013, p. 8)

Começo por três conhecimentos básicos, fundamentais para a leitura e interpretação de qualquer texto:

1. UM TEXTO NÃO É UMA MERA SOMA OU SEQUÊNCIA DE FRASES ISOLADAS; ou seja, há sempre uma relação de sentido entre um período e outro, entre um parágrafo e outro.

2. O SENTIDO DE UMA PARTE DEPENDE DO SENTIDO DAS DEMAIS COM QUE SE RELACIONA, O QUE CONFERE COESÃO AO TEXTO;

3. UM TEXTO SEMPRE GUARDA UMA RELAÇÃO COM OUTROS TEXTOS JÁ EXISTENTES; por essa razão, leitor, interpretar um texto é também trazer para a leitura deste os conhecimentos prévios sobre outros textos já lidos.

Esses conceitos ficarão mais claros à medida que comentarmos o textinho da prova. Vamos lá!

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Quando a banca erra…

por Carla Queiroz Pereira em Redação, produção de textos

A banca FCC, como muitos sabem, vem “inovando” seu modo de cobrar certos conhecimentos dos candidatos; isso é facilmente observado em algumas provas de português e redação. Tal mudança pode ser interessante desde que não sejam retirados dos candidatos os meios pelos quais eles poderão chegar a uma resposta plausível (tratando-se da prova objetiva de português) ou compreender o enunciado da proposta da redação. O problema surge quando, juntamente com essa “inovação”, leitor, também aparecem os erros! E erros conceituais grosseiros. A banca, na tentativa de eliminar centenas de candidatos, erra na elaboração de sua prova e acaba induzindo-os ao erro. Pode ter sido um erro proposital? Sim, sem dúvida.

É lamentável o que comumente vejo nas provas da FCC, como vi no enunciado da redação para o cargo de Técnico Judiciário, na prova do TRT-MG, aplicada recentemente, dia 26.07. O enunciado e a proposta eram os seguintes:

I. Para além da fidelidade e integridade da informação, problema que se impunha com os veículos tradicionais da mídia, hoje, com a internet, o homem enfrenta um novo desafio: distinguir, de uma profusão de informações supérfluas, as que lhe importam na formação de um pensamento que garanta sua identidade e papel social.
II. Ponto de vista não é apenas a opinião que desenvolvemos sobre determinado assunto, mas também o lugar a partir de onde consideramos o mundo e que influencia de maneira cabal nossas percepções e ações.
III. Todos os homens voltam para casa. Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem. (ANDRADE, Carlos Drummond de. “A flor e a náusea”)
Redija um texto dissertativo-argumentativo a partir do que se afirma em I, II e III.

Ora, qual a relação de sentido entre I, II e III para que possamos compreender o tema claramente e escrevermos uma redação obedecendo aos quesitos da unidade de sentido, da coesão textual, da progressão etc.? Se o candidato seguiu estritamente o que foi proposto, certamente incorreu em erro de coesão, seleção de informações, argumentação etc.; talvez tenha escrito 3 parágrafos de desenvolvimento (um para cada um dos três textinhos), mas em que um não “conversa” com o outro em termos de ideias, relações de sentido.  Consequentemente, perderá preciosos pontos em conteúdo e estrutura.

O candidato bem preparado em termos textuais consegue, não raras vezes, driblar até esse tipo de erro cometido pela banca examinadora. No caso desta prova, saber que TODO TEXTO DEVE TER UNIDADE DE SENTIDO (E SABER IDENTIFICAR ISSO NO PRÓPRIO TEXTO) ERA SIMPLESMENTE CRUCIAL! Sabedor disso, o candidato não procuraria escrever parágrafos de desenvolvimento isolados, sobre os textos I, II e III, mas buscaria estabelecer e CRIAR as relações de sentido não existentes inicialmente. CRIAR RELAÇÕES DE SENTIDO NÃO EXISTENTES INICIALMENTE ERA O GRANDE DESAFIO NESTA PROVA!!! E RELAÇÕES REALMENTE DE SENTIDO, ISTO É, LÓGICAS, COERENTES, PLAUSÍVEIS!
Parabéns aos que conseguiram!!! Estou ansiosa para ler as dissertações!!!

“O otimista (…) é mal informado”!

por Carla Queiroz Pereira em Redação, produção de textos

Há muito tempo gostaria de já ter escrito o que escreverei agora. Aliás, sinceramente, estava sentindo falta de escrever (sorry, queridos leitores); escrever me faz provar aquele momento gostoso de felicidade e prazer… também por meio da escrita mostro um pouquinho mais de mim… quem sou eu. É tão bom que acabo de deixar de lado os estudos em Direito Internacional (bem chato até agora… ainda mais quando se tem de fazer prova) para poder ter um momento de delícia rsrs. Como gostaria de escrever mais, muito mais!

Bem, hoje vou falar sobre algo que leio quase todos os dias nos textos dissertativos que recebo dos candidatos a concursos públicos: proposta de solução para um dado problema apresentado.

Na maior parte das vezes, apresentar solução para um problema em um texto dissertativo é como jogar um balde de água fria no leitor-examinador! A explicação é simples: soluções são apresentadas quase como fórmulas mágicas; todo o problema apresentado é simplificado, reduzido na solução, perdendo a sua inerente complexidade. O autor do texto, ao mostrar crer que aquela solução é viável e simples, confere menor argumentatividade ao seu texto e empobrece as reflexões.

Mais interessante do que apresentar uma solução a um problema, leitor(a), é problematizar essa possível solução. Isso, sim, é bastante interessante. Não torne simples o que, por natureza, já é complexo. Caso contrário, candidato(a), você dará impressão de que desconhece o mundo em que vive, o que vai ao encontro do que disse Carlos Heitor Cony, em entrevista para a rádio CBN, a respeito do legado da Copa do Mundo no Brasi (29.04.14): “o otimista… é mal informado”.

Bem, pessoal, espero ter podido ajudar um pouco mais!

Abração!

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Ah, Curitiba…
17 abril 2017
josiane: Bom dia! Gostaria de conhecer melhor qual é a sua forma de trabalho. Quero me prepara...
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Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br