Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

Arquivo da categoria Interpretação nas provas e fora delas

Apagão

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Fonte: Jornal “O Popular” (GO)

Linguagem verbal e não verbal

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Benefícios e utilidades da gripe suína!!!

A gripe suína tem sido muito útil a mim.

Hoje recebi o seguinte e-mail:

GRIPE SUÍNA:PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Resp.: Até 10 horas.

2. (…)
.
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.
15. Qual é a população que está atacando este vírus?
Resp.: De 20 a 50 anos de idade.
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Considerando o que sabemos sobre a gripe, qual o problema da 15ª pergunta? O que o autor do texto realmente quis escrever? Como pode ser reescrita a pergunta de maneira a desfazer o problema?

Só um humano mesmo para dar conta do sentido!

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Charge publicada no Jornal O Povo (Ceará)

Interpretação de textos – Questão comentada da FCC!!!

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Analista Administrativo – MPU/2007 (FCC)


A) No que tange à elaboração das bases das experiências de vida, o ocidente se diferencia de outras partes do mundo. Enquanto nessas há somente influência das tradições étnicas e locais, bem como dos sistemas religiosos, naquele, a prática de pensamento na função de elaborar tais bases é a ciência, somada às tradições étnicas, locais etc.
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Prova CESPE – PGE/PA

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Comparando-se o texto com a figura acima apresentada, é incorreto afirmar que ambos abordam
A) a associação da infração à lei com as tecnologias atuais.
B) a total indiferença dos que assistem a um delito praticado na rua.
C) formas de controle dos indivíduos.
D) outra face das novas tecnologias.

Dê sua resposta e tente justificá-la com base na charge apresentada!!!

Comentário de uma charge

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Olá, pessoal!

Há algum tempo postei esta charge. Eis aqui meus comentários enviados àqueles que se propuseram a explicar a interpretação dada por uma profissional de Comunicação Social, isto é, de que a mulher ilustrada na charge não sabia o significado da palavra penhor e, por isso, levou o arroz para ser penhorado:

Assim como as piadas, as charges são textos humorísticos que requerem a mobilização de conhecimentos prévios para que seja possível a interpretação. Que conhecimentos prévios são esses? Conhecimentos de fatos que circulam na sociedade, de questões culturais e ideológicas etc. Um exemplo: na piada “feliz foi Adão que não teve sogra”, NÃO HÁ COMO INTERPRETÁ-LA E RIR DELA sem o conhecimento de quem foi Adão, na história (o primeiro homem), de quem foi Eva (a primeira mulher), de que sogra é a mãe da mulher ou do homem com quem se é casado e, ainda, de que ter sogra, em nossa cultura, é algo ruim. UFA!!!
Esse simples exemplo (que não é um texto simples) nos mostra que a linguagem não é um código. Na piada, os sentidos foram veiculados, mesmo sem estarem codificados, entende? Conceber a língua como um código é assumir que o conteúdo semântico está integralmente explicitado por estruturas sintáticas (Coudry & Possenti, 1993), o que não é verdade. Mas isso é um papo para depois, ok!? Continuemos na charge…
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A língua não é um espelho da realidade!

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Há um monte de gente buscando uma relação direta entre as palavras e os objetos no mundo; pensam que a palavra deve (ou deveria) representar o mundo, como um espelho. Por não poder ser esse espelho da realidade, muitos dizem ser a língua imperfeita. Sem comentários…
Pois digo: por tal “imperfeição” (como dizem alguns) é que podemos interpretar, por exemplo, expressões idiomáticas como “chá de cadeira”, piadas, charges etc.

Que razão teria a existência da charge aqui apresentada se não pudéssemos conhecer o sentido de certa expressão e sua relação com o que foi recentemente noticiado na imprensa?

A propósito, você consegue explicar o sentido da charge?

Coelho bota ovo?

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

Páscoa, o que é isso? Páscoa tem coelho? Coelho bota ovo? O ovo que ele bota é de chocolate? Como assim, ovo de chocolate?

Neste blog, constantemente falamos de linguagem, sentido, a relação do sentido com os fatores históricos etc. E, por isso, é impossível olharmos para o mundo ao nosso redor e não refletirmos sobre aquilo que ele nos apresenta. Assim, refletindo sobre o tema “páscoa”, solicitei a um apreciador do blog, Josias Jônatas, que escrevesse para nós. Não deixe de ler!!!

“A história sobre a páscoa é muito mais antiga do que podemos imaginar, e está registrada no livro mais vendido de toda a história da humanidade: a Bíblia! Em seus relatos, Páscoa significa “passagem sobre“.
Após mais de 400 anos de escravidão no Egito, o povo de Israel viu-se diante da salvação preparada por Deus para os libertar. Ao findar a nona praga lançada contra o povo egípcio, Faraó ainda endurecia o seu coração para não permitir que Moisés conduzisse o povo ao deserto, e dali à terra prometida de Canaã.

Face à dureza de coração de Faraó, Deus ordenou que Moisés dissesse a todo povo que providenciasse um cordeiro, tenro, sem defeito e que fosse assado para ser comido por toda a família israelense. Assim, cada família tomou o seu próprio cordeiro e o preparou para a ceia, conforme Deus ordenara. Ainda, com o sangue do cordeiro, cada família de Israel deveria pintar os umbrais das portas de suas casas.

À meia-noite, o anjo do Senhor veio visitar cada casa nas terras egípcias, e ao encontrar o sangue nos umbrais da porta, ele passava sobre aquela casa. Do contrário, se o sangue não estivesse ali como sinal, o Anjo entrava e feria de morte o primogênito da casa. Foi exatamente isso o que ocorreu dentro das famílias egípcias; nem mesmo o filho de Faraó foi poupado. Ao amanhecer, ouviu-se grande choro dos egípcios pela morte de seus primogênitos, e Faraó ordenou a saída de todo o povo de Israel de suas terras. Dessa forma, Deus providenciou que seu povo fosse libertado da escravidão no Egito.

A história se repete quase 1500 anos depois, quando Jesus veio como o Salvador da humanidade. E como aquele cordeiro sem defeito, foi oferecido em nosso lugar para nos salvar do mesmo destino dos primogênitos dos egípcios.

Para falar com o autor do post:josjop@yahoo.com.br”>josjop@yahoo.com.br

Quando há duas alternativas

por Carla Queiroz Pereira em Interpretação nas provas e fora delas

A pessoa que enviou esse e-mail me permitiu postá-lo no blog. Trata-se de uma pergunta sobre qual seria a alternativa correta de uma dada questão. Veja:

Apliquei uma prova de interpretação de texto para meus alunos, e me questionaram a correção de uma das perguntas. A questão (tirada da internet) é:

Assinale a opção que melhor corresponde à frase atribuída a Aristótles:
“Somente o homem é um animal político, isto é, social e cívico,porque somente ele é dotado de linguagem.”

a) O homem tem consciência da importância da política.
b) A linguagem torna o homem um ser social e, portanto, político.
c) Somente o homem é capaz de fazer política.
d) É impossível viver em uma sociedade sem fazer política.
e) A política é o único objetivo da linguagem.

Considerei correta a alternativa (b), mas quando uma aluna me questionou sobre a alternativa (c) eu fiquei na dúvida. Será que as duas estão certas?

Resposta enviada:

De fato, sua aluna não está totalmente equivocada ao apontar a letra C como também associada à frase, afinal, a alternativa não contradiz as relações de sentido que podemos ver no exemplo. Se o homem é dotado de linguagem e é essa que o permite ser político e social (que o torna político e social), somente ele é capaz de fazer política (alternativa C), certo? Acontece, porém, que o enunciado da questão solicita “a opção que melhor corresponde à frase”, logo, se ele pede a “melhor”, já levantamos a possibilidade de mais de uma alternativa não estar totalmente incorreta (em termos de sentido… de interpretação). Se há duas (B e C) que estão de acordo com a frase, há uma delas que melhor corresponde. No caso, é a letra B mesmo. Por quê? Porque somente nela está expressa a relação entre a linguagem e o ser homem como sujeito social e político: “a linguagem torna o homem um ser social…”.

Observe que a alternativa C não fala nada sobre a linguagem como aquela que permite ao homem ser um animal político; fala, simplesmente, que somente o homem é capaz de fazer política. A letra B, ao contrário, diz isso e ainda explicita a razão de o homem ser um animal político.

As relações de sentido aqui expostas foram possíveis por causa de dois conectivos (elementos de coesão ou operadores argumentativos) muito importantes na frase: “isto é” e “porque”. Legal, né!

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Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br