Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

Arquivo da categoria Consultoria em Linguagem Escrita

Agendamentos para janeiro de 2017

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Olá, pessoal!

Entre os dias 21.12 e 03.01 farei uma pequena pausa para curtir a preguiça…

Portanto, informo que e-mails ou mensagens no celular enviados neste período poderão ser respondidos a partir do dia 04.01, ok? Também considerando o recesso de final de ano e, ainda, alguns concursos já previstos (TRE-SP, TRT-MS etc.), aproveito para informar que já estou efetuando os agendamentos de janeiro de 2017 (carla@aescritanasentrelinhas.com.br).

Grande abraço a todos!

TRE-SP: A PERGUNTA DE UM CANDIDATO É A DÚVIDA DE MUITOS

Quando a banca FCC, no edital do TRE-SP, escreve que o candidato, na prova discursiva-redação, ‘deverá desenvolver um texto dissertativo sobre um tema atual, o qual poderá versar sobre tema relacionado a área de atividade ou a especialidade do cargo’, o que se pode esperar?

É pouco provável que a banca dê um tema do tipo “A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE PSICOLÓGICA PARA O BEM-ESTAR PESSOAL”. Digo “pouco provável” porque a banca usa o verbo “poderá”! Logo, até esses podem ser cobrados.

Possivelmente, pessoal, a FCC apresentará um tema que tem relação com o órgão TRE ou cargo, mas sem ser tema técnico ou específico, isto é, sem ser tema relativo às matérias de Direito Constitucional, Administrativo, Eleitoral etc.

Se você vai prestar esse concurso, a tendência é a banca apresentar temas como “JUSTIÇA ELEITORAL COMO FORMA DE FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA”, “CORRUPÇÃO NO BRASIL: HÁ UMA SAÍDA?”, “CIDADANIA E JUSTIÇA NO BRASIL”, ENTRE TANTOS OUTROS. Note que são temas atuais/gerais relacionados diretamente ao TRE… Temas como esses o candidato não pode deixar de escrever, ainda mais considerando que a redação terá PESO 2.

Grande abraço a todos e uma ótima semana!

Não é assim que se aprende a escrever

Sem qualquer constrangimento ou polidez, leitores, digo que uma pessoa que deseja escrever melhor pode comprar gato por lebre; pode achar que está contratando um serviço (até de um professor ‘famoso’) que o habilitará a escrever excelentes dissertações quando, na verdade, está comprando o que não precisava e que em nada (ou quase nada) o ajudará.

Apenas fazer algumas marcações no texto do aluno e comentar algo como “argumentação fraca”, “melhorar o desenvolvimento”, “organizar melhor as ideias” não é suficiente para alguém mudar sua escrita e aprender. Como fortalecer a argumentação? Quais raciocínios e conteúdos deverão ser mobilizados? Como relacionar o tema com outros saberes a fim de criar argumentos consistentes? Aliás, não basta responder “quais” e “como”? O bom professor, além disso, interage com o aluno a ponto de fazê-lo trilhar o caminho, descobrir o processo, criar, desenvolver, pensar e refletir.

Aprende-se a escrever escrevendo, mas com orientação e direcionamento adequados.

Tirando o cérebro da zona de conforto

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Quem estuda para concursos sabe que a preparação para as provas objetivas é bastante exaustiva e massante. Temos de ler, reler, revisar periodicamente, repetir… repetir… decorar… além de fazer centenas de exercícios de cada matéria. Chega uma hora que o candidato vai no automático, afinal ele quer mesmo é marcar o “X” no lugar certo. Não se exige, nesta primeira fase, e dependendo da matéria e da banca examinadora, muito raciocínio, reflexão ou argumentação (falo sobre a complexidade linguística das tarefas). Exige-se (e demais) capacidade de memorização de um conteúdo gigantesco e resiliência por parte do candidato, entre outras habilidades. Por isso, de certa forma (de certa forma!), o cérebro fica numa certa zona de conforto depois de um tempo de estudo, quando o candidato já se exercitou demais para a fase das provas objetivas.

Isso não ocorre quando o assunto passa a ser ELABORAÇÃO DE TEXTOS, ESCRITA DE REDAÇÕES! Meros conhecimentos decorados e reproduzidos já não serão suficientes ao candidato que pretende a aprovação. Pelo contrário! O candidato, numa atividade bem diferente daquela praticada na primeira fase da sua prova, precisará PENSAR, REFLETIR, PERGUNTAR-SE “POR QUÊ”, “COMO”, “PARA QUÊ”; deverá aprender a RELACIONAR conhecimentos e informações estanques, antes adquiridos só para marcar “X”. Aliás, vejo, durante as consultorias que presto, que uma das maiores dificuldades dos candidatos está no estabelecimento dessas relações, algo que aprendemos a fazer em nossos encontros. E assim vamos tirando o cérebro da zona de conforto…  E não acabou: deverá, ainda, selecionar o que é importante, colocar em ordem as informações, reler, reescrever, repensar…

É… escrever dá trabalho mesmo!  Mas é uma atividade INTELIGENTE, que TIRA O CÉREBRO DA ZONA DE CONFORTO, DO AUTOMÁTICO! Quem não quiser trabalhar e exercitar o cérebro, vai ter de buscar outra meta, não a de ser aprovado em um bom concurso público.

Bons estudos a todos! Beijo grande.

Prova do TRE-SP: como está a sua preparação para a escrita de bons textos?

Para quem aguarda ansiosamente o edital do TRE-SP, a escrita das redações deve ser inserida diligentemente na grade de estudos (e bem antes da publicação do referido edital). Escrever é uma atividade intelectual complexa (já disse isso aqui algumas vezes), nada mecânica, e que geralmente não acontece de maneira satisfatória com apenas 2 ou 3 meses de prática. Dependendo das dificuldades de escrita, são necessários, no mínimo, 6 meses de prática constante (escrita e reescrita), além de um bom professor para incisivamente “puxar” o raciocínio do candidato e fazê-lo pensar de maneira criativa (sem modelinhos engessadores) etc.

Nesse contexto, será interessante escrever temas variados. Como as provas do TRE têm muitos temas gerais associados ao cargo pretendido (e ao órgão), seguem aqui alguns para vocês!!!

Tema 01: INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO PARA ALÉM DO VOTO

Tema 02: JUSTIÇA ELEITORAL COMO FORMA DE FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA

Tema 03: O VOTO E OUTRAS FORMAS DE PARTICPAÇÃO POPULAR PARA PROMOÇÃO DA JUSTIÇA

Tema 04: A CORRUPÇÃO ENFRAQUECE A DEMOCRACIA BRASILEIRA?

Do TRT para as Procuradorias: esclarecendo meu momento

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Olá, queridos leitores!

Após eu ter concluído o curso de Direito, muitos clientes me perguntam se prestarei algum concurso da área jurídica e se continuarei trabalhando com as consultorias em linguagem. Então resolvi registrar a resposta aqui no blog!

Há alguns meses, além de trabalhar, voltei a estudar a fim de me preparar, sim, para alguns concursos. Comecei estudando para os TRT’s, mas RESOLVI MUDAR A ROTA COMPLETAMENTE. Na verdade, sempre que sentava para estudar para os TRT’s sentia um desconforto e uma intranquilidade cujos motivos não sei explicar bem (acredito que cada um de nós tem perfil e talento para fazer algumas coisas e não outras); independentemente disso, também sempre tive em mente que o importante era estudar… estudar… uma hora, o alvo a ser perseguido ficaria mais claro. E ficou! Prestei um concurso para Procurador Judicial de São Caetano do Sul-SP, cidade em que resido, e fiquei classificada em 25º. Se serei chamada ou não, impossível saber agora; mas essa experiência foi mais do que suficiente para eu ter certeza de que continuarei estudando e prestando SOMENTE PARA AS PROCURADORIAS (algumas estaduais e municipais). Há um caminho a ser trilhado ainda, mas com paz e tranquilidade.

Vale ressaltar que continuo e continuarei, se Deus quiser, trabalhando com a escrita e a interpretação; aliás, após a nomeação, tenho planos de colocar em prática várias ideias para ajudar meus clientes mais e mais (aulas em vídeo, questões de interpretação comentadas etc.)!!!

Beijo grande. Bora estudar um pouco mais agora!!!

 

 

Voo e perfil de texto: seu destino está em jogo

Um dia desses eu estava em um voo de São Paulo-SP para Belo Horizonte-MG. Durante os procedimentos que antecedem a decolagem, uma comissária, ao dar vários avisos, falou também qual era o destino daquela aeronave. Imediatamente uma passageira se levantou e disse que aquele não era o seu voo; achava que a aeronave a levaria para Recife-PE quando, na verdade, estava indo para BH.

Há candidatos a concursos públicos que escrevem tendo a plena convicção de que seus textos os farão alcançar os resultados almejados, afinal gastaram muito dinheiro em cursinhos e creem ter aprendido o passo a passo para escreverem bem. Aprenderam um certo “jeito” de escrever, uma fórmula que costuma lhes dar certo conforto e menos sofrimento. Mesmo quando digo “fulano, isso não vai dar certo”, há alguns que insistem em não tomar o caminho da reflexão, do raciocínio, do pensamento, do SENTIDO e da escrita periódica (sim, a frequência é muito importante). Resultado: surpresa e notas baixas.

Não adianta escrever… escrever… escrever como uma máquina! Não é suficiente estar dentro da aeronave; você tem de estar no voo certo para chegar ao destino desejado.

Escrita de estudos de caso

Hoje, pessoal, escreverei sobre um assunto que gera muita dúvida entre os ‘concurseiros’ e que sempre é objeto de perguntas.

Nas provas, precisamos notar que a banca examinadora costuma usar terminologias diferentes para solicitar textos também distintos: “redação”, quando se trata de tema geral e sem relação direta com as atribuições do cargo ou do órgão pretendido; “prova discursiva”, quando se trata de tema técnico-específico a ser discorrido pelo candidato; “estudo de caso”, quando se trata de prova também técnica-específica, mas com a peculiaridade de nela haver, como o próprio nome indica, um caso hipotético cujos institutos jurídicos devem ser identificados, fundamentados e analisados/solucionados.

Em uma prova discursiva, diferentemente de um estudo de caso, a banca simplesmente pedirá, por exemplo, que o candidato disserte sobre o “Princípio da Preclusão no Processo do Trabalho”. Bastará ao candidato reproduzir com organização/coesão e correção gramatical os aspectos jurídicos mais relevantes (que constam nos livros) e que foram previamente memorizados. Já em um estudo de caso, o candidato deverá, de acordo com uma história narrada pela banca, identificar o instituto jurídico e aplicar seus conhecimentos jurídicos à solução do caso; precisará, portanto, fundamentar cada afirmação ou solução; necessitará correlacionar caso hipotético e conhecimento legal ou jurisprudencial.

Posto isso, que tal começarmos a praticar escrever os estudos de caso? Somente praticando saberemos se realmente já conseguimos atender ao que se espera desse tipo de texto!

 

“Travei”… “Deu branco” !!! – Parte I

Quem já não sentiu, diante de um tema (de prova, geralmente) a ser escrito, que o pouco tempo para desenvolvê-lo, bem como a ansiedade e o nervosismo impediram o pensamento de fluir na “hora H”? Vamos conversar um pouquinho sobre isso… Separei o assunto em alguns tópicos: 1. Fator tempo; 2. Fator psíquico; 3. Fator técnico (habilidade para pensar o tema e escrever). Hoje vou escrever sobre o FATOR TEMPO!

Pessoal, não existem milagres (pelo menos quando o assunto é escrita!); escrever um bom texto dissertativo de 25 a 30 linhas requer tempo, ou seja, no mínimo 50 a 60 minutos, geralmente. Não por acaso é assim. Você gastará tempo para ler, reler e interpretar a proposta da banca; gastará, em seguida, mais bons minutos para selecionar as informações (diversificadas) que serão inseridas no texto (e isso não é fácil); investirá tempo na elaboração da ideia selecionada (isso também é demorado, pois o modo como se escreve dará maior ou menor argumentatividade ao texto, e maior ou menor organização); você ainda verá o relógio passar enquanto reescrever algumas partes, retirar outras, mudar algumas de lugar, corrigir a gramática etc.; por fim, ainda investirá bons minutos na leitura e releitura do texto, sem contar, também, a possibilidade de escrever um rascunho e ter de passá-lo a limpo.

Portanto, não adianta, antes da prova, ter aprendido a pensar variados temas e relacioná-los com os vários outros conhecimentos que já possui se, na “hora H” você negligencia o fator tempo! “Nadou, nadou e morreu na praia”…

Pode ser, obviamente, que o fator sorte esteja a seu favor e que você consiga driblar o tempo, criar excelentes argumentos, apresentar ótimas reflexões, estabelecer brilhantes relações semânticas no texto…

Mas confesso que isso seja bem difícil de acontecer.

Comunicado

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Olá, queridos clientes e amigos!

Como muitos sabem, hoje me submeterei a uma cirurgia. Em função disso, não responderei e-mails pelo menos nos próximos 2 ou 3 dias.

Obrigada pela compreensão e carinho.

Beijos mil.

Posts Recentes
Comentários Recentes
Quem escreve este blog
Renata Dare: Professora, quero muito a consultoria pada redação. Devo fazer o concurso do trt 2. A...
Juliana: Boa noite prof. Carla. Estou estudando para concurso e gostei muito do seu blog. Obr...
Amanda dos Santos: Carla, boa noite! Tudo bem? É bem bacana seu blog. Parabéns! Gostaria de conversar...
Carla Queiroz Pereira: OI, Jussara! Bom dia. Em média, 1 pg tem 30 linhas para você escrever. Nesse espaço,...
Auxy: Boa tarde, Carla! Estava pensando o que seria problematização, um baita PALAVRÃO...
Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br