Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

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Compartilhando alegrias com vocês!

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

NOVIDADES

Conforme conhecimento de meus queridos clientes (ou quase clientes), a partir da segunda quinzena de setembro deste ano, além de continuar prestando serviços de consultoria em linguagem escrita -  o que, com prazer, já faço há mais de 10 anos -, também desfrutarei da honra, alegria e responsabilidade de ser mãe do Caio, nome que significa “alegre”, “contente”, “feliz”!

CRIANDO NOVAS FORMAS DE TRABALHARMOS

Por esse nobre motivo, e na 35ª semana de gestação agora, estou na fase final de organização para a chegada do nosso bebê! Assim, quero organizar e planejar, juntamente com vocês, os nossos trabalhos nos meses seguintes ao nascimento do Caio. Quais são minhas pretensões a partir da segunda quinzena de setembro? Como vou poder atender aos que me procurarem?

Obviamente, pelas razões que nem preciso expor, no primeiro mês após o nascimento, o cérebro desta mãe de primeira viagem estará totalmente tomado com as atividades ligadas aos cuidados com o seu bebê; permanecer off-line nos primeiros 60 dias após o nascimento será, portanto, crucial. Até poderei responder mensagens neste período, via whatsApp ou e-mail, mas na medida do possível e contando com a paciência de todos.

RETOMANDO AS ATIVIDADES POUCO A POUCO

A partir do terceiro mês já pretendo me comprometer a responder todos as mensagens de whatsApp e e-mails, agendando possíveis aulas e consultorias a distância. Nesse sentido, eu não agendaria as correções dos textos pelo skype, on-line, como geralmente trabalho hoje, mas agendaria de forma a receber os textos via e-mail e devolvê-los com todos as CORREÇÕES E COMENTÁRIOS POR ESCRITO, PASSO A PASSO. Todos os detalhamentos e explicações que eu daria pelo skype, falando diretamente com o aluno, seriam dados por escrito, no próprio texto enviado. A qualidade das correções e comentários, garanto, será a mesma daquela realizada pelo skype. Os clientes que já tiveram textos assim corrigidos por mim podem testificar isso.

A PARTIR DO 4º MÊS

Dizem que a partir do 4º mês do nascimento o bebê já consegue dormir durante a noite, o que facilitará muito a retomada da rotina de trabalho, acredito eu. Sendo assim, já poderemos deixar nossos encontros pelo skype agendados para janeiro em diante. Como dividirei minha atenção entre trabalho e cuidados com o bebê, certamente não poderei lotar minha agenda de aulas. Por isso, peço a colaboração de todos no sentido de marcarmos com certa antecedência os nossos encontros, ok!?

Bem, acho que por enquanto é só! E a barriga vai crescendo muito…

Muitos beijos a todos!!!

Qual jogo você quer jogar?

COPA DO MUNDO – 9h27, dia 22.06.2018, jogo do Brasil x Costa Rica rolando…

Eu não sei o que acontece, mas minha disposição mental para a concentração é bem grande quando sei que (quase) todos estão distraídos…

É por isso que estou aqui novamente. E agora!

Vou falar de algo que muito vem me incomodando: A FALTA DE LEITURA E DE CONHECIMENTO DE MUNDO, PARA FINS DE ELABORAÇÃO DE UM TEXTO, por parte daqueles que querem escrever dissertações melhores.

Escrever bons textos não é sinônimo de escrever gramaticalmente correto… já dissemos isso outras vezes aqui no blog. O maior problema daqueles que desejam escrever textos melhores não está, definitivamente, no uso das preposições, na concordância, nas acentuações, pontuações, entre outros. Muito além disso, um dos grandes problemas (não posso dizer ser o maior, talvez) está na construção de textos rasos, superficiais, que não trazem uma reflexão ou análise crítica sobre a realidade. Os escritores simplesmente não têm sobre o que escrever. Por essa razão, seguem algumas questões para vocês pensarem:

Como argumentar sobre algo de que nada ouviram, leram ou refletiram? Como opinar sobre algo se há falta de conhecimentos básicos sobre o assunto a ser discutido? Qual a possibilidade de se estabelecer alguma relação entre fatos e conhecimentos diversos – o que fortaleceria a argumentatividade do texto -, se há falta de conhecimento sobre os fatos e uma quase alienação quanto às questões sociais, políticas, econômicas, éticas, jurídicas, comportamentais etc. que interessam à sociedade?

Uma coisa é certa: para ganhar um jogo você terá de respeitar as suas regras, suas leis! No futebol, tem de fazer gol pra ganhar! Para escrever bons textos não é diferente: tem de aprender a ler, pensar e refletir sobre o que leu e sobre a realidade social. É uma regra deste jogo chamado “escrever bem”.

E não se iluda! Essa é uma lei crucial, mas não a única para jogar bem com as palavras. Não mesmo!

Como você lê para interpretar?

Tem gente “ensinando” que, em uma prova dissertativa de concurso público, você deve sublinhar as palavras-chaves e a partir disso escrever seu texto. Como assim?

Ora, o que seria das palavras-chaves se isoladas do seu contexto (dos seus períodos)? Não se interpreta nada com base em palavras soltas; as palavras devem ser lidas dentro das RELAÇÕES que elas estabelecem com outras palavras no mesmo texto!!!

O resultado desse tipo de ensinamento são dissertações com conceitos estanques (das “palavras-chaves”), sem compreensão das razões pelas quais tais palavras estão no enunciado da prova; o resultado são textos que simplesmente não tratam do que a banca exigiu.

Cuidado, caro leitor e candidato!

Não existem milagres em matéria de escrita

Bom dia, queridos.

Li, na semana passada, diversas dissertações de concurseiros que prestaram o TJ-PE e queriam saber, da minha parte, se caberia algum recurso a fim de conseguirem aumentar a nota e melhorarem a classificação. Sempre busco alguma brecha na correção para poder ter um caminho para a elaboração do recurso, afinal, para pedirmos o aumento da nota, um razoável motivo é necessário.

Das dissertações analisadas, leitor, apenas uma (sim, uma) realmente era passível de recursos.  Confesso que fiquei até meio assustada com o que vi e li nos textos, apesar de já trabalhar com dissertações há mais de 10 anos! Não vou detalhar os problemas linguísticos que encontrei nos textos, mas destacar as conclusões tiradas por mim:

1. MEMORIZAMOS OS ARTIGOS DA CF, DO CÓDIGO CIVIL, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ETC., MAS DESCONHECEMOS OS PRINCÍPIOS BÁSICOS EM MATÉRIA DE TEXTO;

2. RELEMOS UMA QUESTÃO OBJETIVA INTEIRA ANTES DE MARCAR O “X”, MAS SEQUER VOLTAMOS PARA LER O QUE ESCREVEMOS NA LINHA ANTERIOR;

3. ESTAMOS ATENTOS AO QUE A BANCA PEDIU NA QUESTÃO OBJETIVA, MAS, NA REDAÇÃO, DESPREZAMOS O QUE O EXAMINADOR ESCREVEU E PREFERIMOS ESCREVER ALGO QUE “VEIO NA NOSSA CABEÇA”;

4. CONSEGUIMOS SABER A INTENÇÃO DA BANCA NUMA PROVA DE MARCAR “X” (MESMO QUANDO ELA NÃO DEIXA TUDO BEM CLARO),  MAS NÃO SABEMOS LER O ENUNCIADO DA PROVA DISSERTATIVA; NÃO  EXERCITAMOS LER GUIANDO-NOS PELAS RELAÇÕES DE SENTIDO ENTRE OS PERÍODOS;

5. ATÉ CHEGAMOS À CONCLUSÃO DE QUE ESCREVEMOS UM TEXTO MUITO RUIM, MAS PREFERIMOS FECHAR OS OLHOS PARA ISSO, ACREDITANDO QUE O EXAMINADOR TERÁ COMPAIXÃO, QUE A SORTE ESTARÁ CONOSCO OU QUE DIAS MELHORES VIRÃO;

6. INVESTIMOS TEMPO E DINHEIRO EM NOSSA PREPARAÇÃO PARA AS OBJETIVAS; PARA AS DISSERTAÇÕES SEPARAMOS O QUE SOBRA OU ECONOMIZAMOS AO MÁXIMO FAZENDO AQUELES CURSOS QUE NÃO ENSINAM (QUASE)NADA EM MATÉRIA DE RACIOCÍNIO LINGUÍSTICO;

7. SEPARAMOS UM TEMPO RAZOÁVEL PARA MARCAR O “X” E TEMOS ESPERANÇA DE QUE A DISSERTAÇÃO ESCRITA EM 30 MINUTOS TENHA UMA ÓTIMA NOTA;

8. EM SUMA,  ESTUDAMOS PARA AS PROVAS OBJETIVAS COM DILIGÊNCIA E AFINCO, PORÉM CONTAMOS COM UM MILAGRE NAS PROVAS DISSERTATIVAS.

Já vi milagres acontecerem em provas objetivas (ex: o candidato não sabia nada de raciocínio lógico; das 5 questões que chutou, ele acertou 4), mas, nestes últimos 10 anos, desconheço algum quando o assunto é a escrita de bons ou ótimos textos! Ainda não entendemos que uma boa dissertação não se constitui com a mera soma de frases soltas, declarações não explicadas ou repetições vazias.

Sabemos onde queremos chegar, mas o caminho está sendo percorrido pela metade.

Sabe tudo… só que não!

Uma jovem, LD, me procura com a seguinte questão: “Carla, estudo há 5 anos para o concurso da Magistratura do Trabalho; já fiz 9 segundas fases e não passo… alguma coisa está acontecendo comigo. Estou muito bem no conteúdo jurídico, mas não sou aprovada. Você pode ler meus textos”?

Como o último concurso desta jovem foi para o MPT (Ministério Público do Trabalho), pedi a ela que enviasse para mim as questões dissertativas escritas nessa prova. E assim começamos a trabalhar. Durante a primeira aula, lendo com ela os quatro primeiros parágrafos da primeira questão, identificamos juntas diversas inadequações textuais relativas à estrutura sintática, coesão textual, uso de pontuações, concordância etc. Só de reler com LD a sua prova parece que os problemas textuais saltaram aos seus olhos!

Sendo assim lhe perguntei: “LD, como você escreve? Qual o processo”? Ela me respondeu: “Carla, como eu tenho bastante conteúdo jurídico, já leio a questão e já sei o que a banca quer. Então, após a leitura, já passo a escrever ininterruptamente… vou escrevendo tudo o que eu sei”.

E continuei: “Você lê enquanto escreve? Relê o que escreveu em períodos anteriores antes de passar para o seguinte”?  “Não”, ela me disse.

Então acrescentei: “Agora você já sabe por que você não passa da segunda fase, correto”? Ela balançou a cabeça sinalizando concordância e lamentando.

Casos como esse são mais comuns do que se pensa. O que mais me espantou foi o fato de LD já ter disponibilizado os textos dela para “N” professores (da área jurídica) e nenhum (nenhum sequer) ter ao menos sinalizado para a candidata a necessidade de procurar alguma ajuda na questão textual.

Textos dissertativos com problemas de coesão, estrutura sintática, pontuação etc. são incompatíveis com o cargo de procurador do trabalho (no caso do MPT) ou juiz do trabalho (no caso dos TRT’s). Certamente os professores de cursinhos sabem muito bem isso…

É… escrever bons textos parece fácil… só que não. LD sabia tudo… só que não.

Falar para escrever

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Não é incomum eu perguntar para um cliente enquanto leio seu texto: “fulano, o que você quis dizer aqui”? Geralmente recebo uma resposta do tipo: “Carla, eu gostaria de escrever … (e o cliente continua falando exatamente o que gostaria de dizer/escrever e não escreveu). O dito não é condizente com o que seu texto apresentava. Ou seja, muitas vezes alguém sabe dizer o que quer escrever, mas não sabe escrever o que sabe dizer.

E o que faço neste momento? Simplesmente respondo: “fulano, agora, então, você vai usar a sua fala para escrever o que você me disse, vamos lá”! Na interação, faço novamente uma pergunta cuja resposta servirá de conteúdo para o texto a ser reescrito; o cliente, com o arquivo aberto, ao mesmo tempo em que me responde, já começa a reescrever, sempre sendo incentivado a reler o que já foi escrito e a usar sua fala para organizar sua escrita. Nesse processo interativo, releio seu texto, o indago a respeito, o faço estabelecer relações com outros conhecimentos etc., conforme os problemas que vão aparecendo e desaparecendo.

Que tal usar mais a sua fala para escrever? Obviamente a escrita não é mera transcrição da fala, mas o ajudará a se organizar e a escrever o que realmente queria.

Grande abraço.

 

Período de “férias”

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

OI, pessoal!

Entre os dias 21.07 e 30.07 estarei no meu período de descanso. Portanto, e-mails serão respondidos a partir  31.07.

Documentários – sugestões

Muitos clientes me pedem sugestões de documentários. Pois bem… segue uma listinha:

- “Sem Pena”;

- “Olhos azuis”;

- “Notícias de uma guerra particular”;

- “Muito além do cidadão Kane”;

- “O dia que durou 21 anos”;

- “Justiça”;

- “Trabalho interno” (‘Inside Job’);

- “Os quatro cavaleiros” (Fair Horsemen);

- “A corporação” (Corporation);

- “Food inc.”;

- “Cortina de Fumaça”;

- “O mundo segundo Monsanto”.

 

 

TRT-SC/FGV: Provas discursivas merecem ATENÇÃO!

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Em concursos altamente concorridos, como certamente será também o do TRT-SC, sabemos que o diferencial para uma boa classificação está na prova escrita, seja ela uma redação ou uma discursiva jurídica (questão ou estudo de caso). E desta vez a banca caprichou na exigência. Conforme o item 10.2 do presente edital referente ao concurso do TRT-SC, “para os cargos de Analista Judiciário, a Prova Escrita Discursiva será composta por 3 (três) questões discursivas e abrangerá o conteúdo específico do cargo”.

Alguns candidatos ficam contentes com o fato de não ser redação, pois consideram mais fácil esse tipo de prova, afinal já estudam conteúdo jurídico para as objetivas. E não são poucos os que pensam isto: “se já consigo ir bem nas objetivas jurídicas, também conseguirei escrever as questões técnicas”. CUIDADO!

De fato, sem o conhecimento de Direito não se escreve o tema mais “tranquilo” dessa área; ou seja, não adianta ter conhecimento sobre produção de um bom texto se não há conhecimento do conteúdo jurídico abordado no enunciado.

Por outro lado, isso não é suficiente! Tenho atendido muitas pessoas que, embora tenham o saber técnico, jurídico, não conseguem fazer tal conhecimento aparecer nos textos com a precisão exigida pela banca. Logo, vão aqui algumas orientações:

1. Teste sua memória sempre: escreva quantos temas diferentes você puder; escrevendo você realmente saberá quais conteúdos, de fato, memorizou, quais ainda faltam memorizar e quais você pensava já ter na ponta da língua;

2. Quando a banca apenas pedir para discorrer sobre determinado conteúdo jurídico, destrinche bem a lei – no caso de uma pergunta cuja resposta esteja na lei – ou parte da doutrina e jurisprudência – caso seja uma questão mais doutrinária; havendo súmula a respeito do conteúdo/enunciado, não deixe de colocá-la!

3. Saiba isto: conhecer a gramática para marcar X, na hora da prova objetiva de português, não representa qualquer garantia de uma escrita gramaticalmente correta na prova discursiva, algo que os linguistas e educadores estão cansados de repetir; escrever se aprende escrevendo e tendo bons leitores/interlocutores/professores;

4. Como no TRT-SC a prova para Analista Judiciário versará sobre assunto específico, experimente, você mesmo, abrir o livro de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho e criar temas. Se abrirmos em recursos, por exemplo, veremos um assunto muito importante, qual seja, “princípios recursais no processo trabalhista”. Que tal discorrer sobre? Como na prova de Santa Catarina haverá 3 questões, acredito que essa possa ser uma boa estratégia;

5. Vejo muitas respostas econômicas, sucintas, brevíssimas… Parece que muitos de vocês ficam com medo de escrever, têm medo de errar. Vocês ouvem tantos mitos sobre a escrita por aí… My God!!! Resultado: vocês ficam travados, engessados e com medo! E pior: respondem de forma incompleta o que foi perguntado, o que certamente acarretará perda de pontos na prova. Please, don’t worry!

6. Terá pouco tempo para escrever? Escolha alguns temas para escrever e outros para falar (sim, como se estivesse ministrando uma palestra; assim você treina a memória, a organização e seleção de informações).

7. Está esperando passar sem treinar sua escrita? Não se iluda; não arrisque sua boa classificação.

Abraço. Espero ter podido ajudar.

Mestrado: cuidados durante o processo seletivo

Recebo muitos e-mails de pessoas me pedindo orientações sobre os cuidados que devem ter durante o processo seletivo de um mestrado. Portanto, em linhas bem gerais (mas importantes), segue o que respondi hoje mesmo a uma leitora do blog:

O processo seletivo para ingresso no mestrado, incluindo a prova discursiva, tem certas peculiaridades…

O primeiro aspecto que gostaria de destacar é o seguinte: se sua prova for de áreas humanas, saiba bem em “que terreno você está pisando”, ou seja, conheça as vertentes teóricas de base (por exemplo, se vai tentar o mestrado em Educação, conheça as principais teorias da Educação – as clássicas –  e qual a “defendida” pelo instituto no qual você está prestando a prova; se vai prestar na área da Linguística, conheça as principais teorias sobre a concepção de linguagem e a defendida pelo instituto). A meu ver, isso é bem importante. Geralmente sobre esta base você poderá escrever sua dissertação.

O segundo aspecto que gostaria de destacar é a necessidade de você entender o que se espera de um futuro aluno do mestrado: que ele SAIBA REFLETIR SOBRE UMA DADA QUESTÃO, DISCUTIR ALGO, PENSAR! E por isso você pode escrever livremente em uma prova desse tipo, colocando-se, opinando sobre; não se trata de uma mera prova com perguntas fechadas e respostas pré-determinadas.

O terceiro aspecto diz respeito à QUALIDADE DO TEXTO, AO CUIDADO COM A ESCRITA E REVISÃO. Não se trata de mera correção gramatical (indispensável), mas encadeamento de ideias, boas relações de sentido e argumentação de qualidade. Escrever será uma importantíssima atividade que você deverá desempenhar durante todo o mestrado e após ele.

Quarto e último aspecto: se houver entrevista, vá tranquilo(a), com algumas anotações (tópicos) do que você pretende falar (sobre sua vida pregressa, por que seu interesse pelo mestrado, seu projeto de pesquisa etc). Eles querem realmente ter certeza de que você vai tocar o mestrado até o fim e tem condições para isso.

Como também já fiz um mestrado, e olhando para trás, noto que tudo isso foi crucial durante o processo seletivo.

Bem, espero ter podido ajudar!

Beijos a todos os futuros pesquisadores.

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Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br