Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

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Preencher os vazios que a banca deixou

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Aqueles que prestarão TRF4 e demais candidatos que fazem concurso no qual é cobrada a redação PRECISAM saber isto: identificar os vazios que devem ser preenchidos durante a escrita do texto. O que é isso? Vou explicar partindo do tema de redação cobrado no último TRF da 4a Região para o cargo de Técnico Judiciário, Área Administrativa.

 

Texto 1
É verdade que a troca de mensagens é bastante hermética. E que meios como SMS e Twitter, com a restrição de caracteres e o imediatismo que demandam, limitam elaborações. Mas até que ponto esse tipo de
mensagem surgiu como substituto para a escrita? (…) Algoritmos, diagramas, fala, escrita, matemática e gestos são formas de tradução de ideias pensadas, que muitas vezes compartilham elementos, mas nem sempre. Não há equivalente verbal para : )
(RADFAHRER, L. “Txt não é texto”, In: F. de São Paulo, 19/05/2014)

Texto 2
Platão, no século IV a.C., nos conta que os caracteres da escrita teriam sido descobertos por Tot, no antigo Egito. Crente de ter encontrado um remédio para a memória, apresenta sua descoberta ao rei Tamus,
por quem é assim desenganado: “Não descobriste o remédio para a memória, mas apenas para a lembrança. O que ofereces aos que estudam é simples aparência do saber, não a própria realidade. Depois de ouvirem um mundo de coisas, sem nada terem aprendido, considerar-se-ão ultrassábios, quando, na grande maioria, não passarão de ignorantões…”.
(Fedro, 275a-b, trad. de Carlos Alberto Nunes, Ed.ufpa, 2011)
A partir da leitura dos textos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o papel da linguagem escrita na sociedade contemporânea. Justifique seu ponto de vista.

Inicialmente destaco que há 3 expressões-chaves nesse tema: “papel”, “linguagem escrita” e “sociedade contemporânea”. A BANCA deixa claro que o texto é sobre ESCRITA e que ela quer saber sobre o seu PAPEL; além disso, coloca sua exigência num contexto que não é o passado, mas o presente, contemporâneo.

Pois bem, a banca não diz NADA sobre a escrita… o que ela é, o que ela representa, o que fazemos por meio da escrita e com ela, em que contexto a escrita está presente, suas funções etc. A banca não diz nada porque quer saber de você, candidato. Esses são os vazios que VOCÊ deve preencher!!! O mesmo se aplica à “sociedade contemporânea”. A escrita, hoje, no contexto social, econômico, tecnológico, cultural etc., tem um papel que talvez seja diferente do que já teve no passado. Então você precisa pensar também sobre que sociedade é esta, ou seja, preencher esse vazio na redação.

Preencher vazios significa inserir conteúdo compatível com o que a banca pediu e não te contou o que é! Implica pensar, se deslocar para o mundo, para a vida e escrever algo plausível.

Será que toda ajuda de fato ajuda?

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Comumente vejo candidatos a concursos públicos comprando cursos que se propõem a aumentar o repertório de conhecimentos do aluno para que este consiga escrever uma redação que tenha bom conteúdo; são vendidos textos sobre sociologia, filosofia, meio ambiente etc. A pergunta que surge é a seguinte: ler e até memorizar o conteúdo apresentado já nos habilita a escrever uma boa dissertação?

Sem dúvida, ter sobre o que escrever, ou seja, possuir uma bagagem de conhecimentos é imprescindível na hora de produzir um texto. No entanto, de nada (ou quase nada) adianta ter conhecimentos esparsos, desconectados das relações que tais conteúdos têm com outros. Do produtor do texto exige-se muito mais: ele precisará ser capaz de raciocinar em cima do conteúdo lido, estabelecer uma relação com outros temas, aplicar aquele conhecimento ao contexto em que vive, refletir criticamente sobre o que leu, opinar etc.

Não sem razão vejo tantos textos em que os candidatos simplesmente despejam conteúdos previamente decorados, conteúdos estes que, na redação, não se relacionam com o tema da banca propriamente dito, nem tampouco com outras partes da redação. Conclusão: um texto que receberá uma nota ruim em conteúdo e em estrutura, salvando, talvez, a expressão (parte gramatical).

Fica a sugestão: leiam, sim, entendam os textos lidos; mas aprendam também a relacioná-los a outros textos, a pensar sobre o que leram a partir da experiência vivida etc. Isso é ler de fato! E não existem atalhos para escrevermos bons textos!

 

Conciliando os cuidados com o baby e o trabalho

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Olá, queridos clientes!

Depois de 57 dias do nascimento do meu querido Caio, estou de volta para falar de como será a rotina de trabalho daqui para frente, pelo menos até o final de fevereiro, época em que completo o sexto mês de amamentação.

Amamento em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê dá sinais de que quer ou precisa mamar eu ofereço o peito. Logo, marcar horário fixo pelo skype, tal como fazemos até então, fica bastante difícil no momento; sinto que preciso priorizar os cuidados com “essa coisinha pequena e boa” que Deus nos deu. Todos sabemos da importância da amamentação nos primeiros meses de vida de um bebê.

Cuidar do bebê é importante… e, para uma mãe, voltar à rotina aos poucos também o é. Sendo assim, a partir de hoje retorno ao trabalho!!! Muitos clientes estavam ansiosos para isso rsrs.

As orientações e correções dos textos serão feitas off line, pelo whatsapp, não pelo skype. Comentarei, passo a passo, o que está bom e o que pode ser melhorado (e por que), assim como já fazemos on-line. O autor do texto poderá, após ouvir as correções e orientações, reescrever o texto e corrigi-lo a fim de realmente poder aprender e fixar o conhecimento. E, claro, também poderá, pelo whatsapp, falar sobre suas dúvidas etc.

Para os clientes novos, que ainda não têm meu whats, peço o primeiro contato pelo e-mail: carla@aescritanasentrelinhas.com.br

Grande abraço a todos.

Compartilhando alegrias com vocês!

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

NOVIDADES

Conforme conhecimento de meus queridos clientes (ou quase clientes), a partir da segunda quinzena de setembro deste ano, além de continuar prestando serviços de consultoria em linguagem escrita -  o que, com prazer, já faço há mais de 10 anos -, também desfrutarei da honra, alegria e responsabilidade de ser mãe do Caio, nome que significa “alegre”, “contente”, “feliz”!

CRIANDO NOVAS FORMAS DE TRABALHARMOS

Por esse nobre motivo, e na 35ª semana de gestação agora, estou na fase final de organização para a chegada do nosso bebê! Assim, quero organizar e planejar, juntamente com vocês, os nossos trabalhos nos meses seguintes ao nascimento do Caio. Quais são minhas pretensões a partir da segunda quinzena de setembro? Como vou poder atender aos que me procurarem?

Obviamente, pelas razões que nem preciso expor, no primeiro mês após o nascimento, o cérebro desta mãe de primeira viagem estará totalmente tomado com as atividades ligadas aos cuidados com o seu bebê; permanecer off-line nos primeiros 60 dias após o nascimento será, portanto, crucial. Até poderei responder mensagens neste período, via whatsApp ou e-mail, mas na medida do possível e contando com a paciência de todos.

RETOMANDO AS ATIVIDADES POUCO A POUCO

A partir do terceiro mês já pretendo me comprometer a responder todos as mensagens de whatsApp e e-mails, agendando possíveis aulas e consultorias a distância. Nesse sentido, eu não agendaria as correções dos textos pelo skype, on-line, como geralmente trabalho hoje, mas agendaria de forma a receber os textos via e-mail e devolvê-los com todos as CORREÇÕES E COMENTÁRIOS POR ESCRITO, PASSO A PASSO. Todos os detalhamentos e explicações que eu daria pelo skype, falando diretamente com o aluno, seriam dados por escrito, no próprio texto enviado. A qualidade das correções e comentários, garanto, será a mesma daquela realizada pelo skype. Os clientes que já tiveram textos assim corrigidos por mim podem testificar isso.

A PARTIR DO 4º MÊS

Dizem que a partir do 4º mês do nascimento o bebê já consegue dormir durante a noite, o que facilitará muito a retomada da rotina de trabalho, acredito eu. Sendo assim, já poderemos deixar nossos encontros pelo skype agendados para janeiro em diante. Como dividirei minha atenção entre trabalho e cuidados com o bebê, certamente não poderei lotar minha agenda de aulas. Por isso, peço a colaboração de todos no sentido de marcarmos com certa antecedência os nossos encontros, ok!?

Bem, acho que por enquanto é só! E a barriga vai crescendo muito…

Muitos beijos a todos!!!

Qual jogo você quer jogar?

COPA DO MUNDO – 9h27, dia 22.06.2018, jogo do Brasil x Costa Rica rolando…

Eu não sei o que acontece, mas minha disposição mental para a concentração é bem grande quando sei que (quase) todos estão distraídos…

É por isso que estou aqui novamente. E agora!

Vou falar de algo que muito vem me incomodando: A FALTA DE LEITURA E DE CONHECIMENTO DE MUNDO, PARA FINS DE ELABORAÇÃO DE UM TEXTO, por parte daqueles que querem escrever dissertações melhores.

Escrever bons textos não é sinônimo de escrever gramaticalmente correto… já dissemos isso outras vezes aqui no blog. O maior problema daqueles que desejam escrever textos melhores não está, definitivamente, no uso das preposições, na concordância, nas acentuações, pontuações, entre outros. Muito além disso, um dos grandes problemas (não posso dizer ser o maior, talvez) está na construção de textos rasos, superficiais, que não trazem uma reflexão ou análise crítica sobre a realidade. Os escritores simplesmente não têm sobre o que escrever. Por essa razão, seguem algumas questões para vocês pensarem:

Como argumentar sobre algo de que nada ouviram, leram ou refletiram? Como opinar sobre algo se há falta de conhecimentos básicos sobre o assunto a ser discutido? Qual a possibilidade de se estabelecer alguma relação entre fatos e conhecimentos diversos – o que fortaleceria a argumentatividade do texto -, se há falta de conhecimento sobre os fatos e uma quase alienação quanto às questões sociais, políticas, econômicas, éticas, jurídicas, comportamentais etc. que interessam à sociedade?

Uma coisa é certa: para ganhar um jogo você terá de respeitar as suas regras, suas leis! No futebol, tem de fazer gol pra ganhar! Para escrever bons textos não é diferente: tem de aprender a ler, pensar e refletir sobre o que leu e sobre a realidade social. É uma regra deste jogo chamado “escrever bem”.

E não se iluda! Essa é uma lei crucial, mas não a única para jogar bem com as palavras. Não mesmo!

Como você lê para interpretar?

Tem gente “ensinando” que, em uma prova dissertativa de concurso público, você deve sublinhar as palavras-chaves e a partir disso escrever seu texto. Como assim?

Ora, o que seria das palavras-chaves se isoladas do seu contexto (dos seus períodos)? Não se interpreta nada com base em palavras soltas; as palavras devem ser lidas dentro das RELAÇÕES que elas estabelecem com outras palavras no mesmo texto!!!

O resultado desse tipo de ensinamento são dissertações com conceitos estanques (das “palavras-chaves”), sem compreensão das razões pelas quais tais palavras estão no enunciado da prova; o resultado são textos que simplesmente não tratam do que a banca exigiu.

Cuidado, caro leitor e candidato!

Não existem milagres em matéria de escrita

Bom dia, queridos.

Li, na semana passada, diversas dissertações de concurseiros que prestaram o TJ-PE e queriam saber, da minha parte, se caberia algum recurso a fim de conseguirem aumentar a nota e melhorarem a classificação. Sempre busco alguma brecha na correção para poder ter um caminho para a elaboração do recurso, afinal, para pedirmos o aumento da nota, um razoável motivo é necessário.

Das dissertações analisadas, leitor, apenas uma (sim, uma) realmente era passível de recursos.  Confesso que fiquei até meio assustada com o que vi e li nos textos, apesar de já trabalhar com dissertações há mais de 10 anos! Não vou detalhar os problemas linguísticos que encontrei nos textos, mas destacar as conclusões tiradas por mim:

1. MEMORIZAMOS OS ARTIGOS DA CF, DO CÓDIGO CIVIL, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ETC., MAS DESCONHECEMOS OS PRINCÍPIOS BÁSICOS EM MATÉRIA DE TEXTO;

2. RELEMOS UMA QUESTÃO OBJETIVA INTEIRA ANTES DE MARCAR O “X”, MAS SEQUER VOLTAMOS PARA LER O QUE ESCREVEMOS NA LINHA ANTERIOR;

3. ESTAMOS ATENTOS AO QUE A BANCA PEDIU NA QUESTÃO OBJETIVA, MAS, NA REDAÇÃO, DESPREZAMOS O QUE O EXAMINADOR ESCREVEU E PREFERIMOS ESCREVER ALGO QUE “VEIO NA NOSSA CABEÇA”;

4. CONSEGUIMOS SABER A INTENÇÃO DA BANCA NUMA PROVA DE MARCAR “X” (MESMO QUANDO ELA NÃO DEIXA TUDO BEM CLARO),  MAS NÃO SABEMOS LER O ENUNCIADO DA PROVA DISSERTATIVA; NÃO  EXERCITAMOS LER GUIANDO-NOS PELAS RELAÇÕES DE SENTIDO ENTRE OS PERÍODOS;

5. ATÉ CHEGAMOS À CONCLUSÃO DE QUE ESCREVEMOS UM TEXTO MUITO RUIM, MAS PREFERIMOS FECHAR OS OLHOS PARA ISSO, ACREDITANDO QUE O EXAMINADOR TERÁ COMPAIXÃO, QUE A SORTE ESTARÁ CONOSCO OU QUE DIAS MELHORES VIRÃO;

6. INVESTIMOS TEMPO E DINHEIRO EM NOSSA PREPARAÇÃO PARA AS OBJETIVAS; PARA AS DISSERTAÇÕES SEPARAMOS O QUE SOBRA OU ECONOMIZAMOS AO MÁXIMO FAZENDO AQUELES CURSOS QUE NÃO ENSINAM (QUASE)NADA EM MATÉRIA DE RACIOCÍNIO LINGUÍSTICO;

7. SEPARAMOS UM TEMPO RAZOÁVEL PARA MARCAR O “X” E TEMOS ESPERANÇA DE QUE A DISSERTAÇÃO ESCRITA EM 30 MINUTOS TENHA UMA ÓTIMA NOTA;

8. EM SUMA,  ESTUDAMOS PARA AS PROVAS OBJETIVAS COM DILIGÊNCIA E AFINCO, PORÉM CONTAMOS COM UM MILAGRE NAS PROVAS DISSERTATIVAS.

Já vi milagres acontecerem em provas objetivas (ex: o candidato não sabia nada de raciocínio lógico; das 5 questões que chutou, ele acertou 4), mas, nestes últimos 10 anos, desconheço algum quando o assunto é a escrita de bons ou ótimos textos! Ainda não entendemos que uma boa dissertação não se constitui com a mera soma de frases soltas, declarações não explicadas ou repetições vazias.

Sabemos onde queremos chegar, mas o caminho está sendo percorrido pela metade.

Sabe tudo… só que não!

Uma jovem, LD, me procura com a seguinte questão: “Carla, estudo há 5 anos para o concurso da Magistratura do Trabalho; já fiz 9 segundas fases e não passo… alguma coisa está acontecendo comigo. Estou muito bem no conteúdo jurídico, mas não sou aprovada. Você pode ler meus textos”?

Como o último concurso desta jovem foi para o MPT (Ministério Público do Trabalho), pedi a ela que enviasse para mim as questões dissertativas escritas nessa prova. E assim começamos a trabalhar. Durante a primeira aula, lendo com ela os quatro primeiros parágrafos da primeira questão, identificamos juntas diversas inadequações textuais relativas à estrutura sintática, coesão textual, uso de pontuações, concordância etc. Só de reler com LD a sua prova parece que os problemas textuais saltaram aos seus olhos!

Sendo assim lhe perguntei: “LD, como você escreve? Qual o processo”? Ela me respondeu: “Carla, como eu tenho bastante conteúdo jurídico, já leio a questão e já sei o que a banca quer. Então, após a leitura, já passo a escrever ininterruptamente… vou escrevendo tudo o que eu sei”.

E continuei: “Você lê enquanto escreve? Relê o que escreveu em períodos anteriores antes de passar para o seguinte”?  “Não”, ela me disse.

Então acrescentei: “Agora você já sabe por que você não passa da segunda fase, correto”? Ela balançou a cabeça sinalizando concordância e lamentando.

Casos como esse são mais comuns do que se pensa. O que mais me espantou foi o fato de LD já ter disponibilizado os textos dela para “N” professores (da área jurídica) e nenhum (nenhum sequer) ter ao menos sinalizado para a candidata a necessidade de procurar alguma ajuda na questão textual.

Textos dissertativos com problemas de coesão, estrutura sintática, pontuação etc. são incompatíveis com o cargo de procurador do trabalho (no caso do MPT) ou juiz do trabalho (no caso dos TRT’s). Certamente os professores de cursinhos sabem muito bem isso…

É… escrever bons textos parece fácil… só que não. LD sabia tudo… só que não.

Falar para escrever

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Não é incomum eu perguntar para um cliente enquanto leio seu texto: “fulano, o que você quis dizer aqui”? Geralmente recebo uma resposta do tipo: “Carla, eu gostaria de escrever … (e o cliente continua falando exatamente o que gostaria de dizer/escrever e não escreveu). O dito não é condizente com o que seu texto apresentava. Ou seja, muitas vezes alguém sabe dizer o que quer escrever, mas não sabe escrever o que sabe dizer.

E o que faço neste momento? Simplesmente respondo: “fulano, agora, então, você vai usar a sua fala para escrever o que você me disse, vamos lá”! Na interação, faço novamente uma pergunta cuja resposta servirá de conteúdo para o texto a ser reescrito; o cliente, com o arquivo aberto, ao mesmo tempo em que me responde, já começa a reescrever, sempre sendo incentivado a reler o que já foi escrito e a usar sua fala para organizar sua escrita. Nesse processo interativo, releio seu texto, o indago a respeito, o faço estabelecer relações com outros conhecimentos etc., conforme os problemas que vão aparecendo e desaparecendo.

Que tal usar mais a sua fala para escrever? Obviamente a escrita não é mera transcrição da fala, mas o ajudará a se organizar e a escrever o que realmente queria.

Grande abraço.

 

Período de “férias”

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

OI, pessoal!

Entre os dias 21.07 e 30.07 estarei no meu período de descanso. Portanto, e-mails serão respondidos a partir  31.07.

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Carla Queiroz Pereira: Oi, Randinaldo! Vamos supor que esta charge tenha sido publicada antes das eleiçõ...
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Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br