Interpretar para escrever

junho 21st, 2016 por Carla Queiroz Pereira

Nem sempre a interpretação de um enunciado de prova dissertativa se faz de maneira satisfatória, de modo a conduzir o candidato a uma escrita condizente com a proposta da banca. Atendendo e interagindo com dezenas de candidatos toda semana, noto ser muito comum a leitura realizada de forma esparsa, isolada, sem estabelecimento de relações de sentido entre as partes do texto. Por isso, queridos leitores, segue aqui uma orientação:

Um texto é um todo organizado de sentido, significando dizer que o sentido de uma parte depende do sentido das demais com que se relaciona. Sendo assim, não se pode fazer interpretação isolada das partes de um texto, afinal, todas elas terão uma relação de sentido lógica. Aplicando-se isso às provas da FCC, notem que, geralmente, o período que abre o texto do qual extrairemos o tema (refiro-me àquelas provas em que a banca não explicita o tema, optando por somente apresentar um texto a partir do qual escreveremos a redação) funcionará como “carro-chefe”, de modo que os demais períodos são lidos (ou devem ser lidos) sem nos esquecermos do sentido daquele primeiro. Lembre-se: um texto é um todo organizado de sentido e entre suas partes deve haver uma relação semântica, uma coesão. Os vários períodos que compõem um texto não são vários textos, mas partes de um único texto dotado de unidade de sentido!

Boas leituras e excelentes produções a todos! Beijo grande.