Voo e perfil de texto: seu destino está em jogo

abril 26th, 2016 por Carla Queiroz Pereira

Um dia desses eu estava em um voo de São Paulo-SP para Belo Horizonte-MG. Durante os procedimentos que antecedem a decolagem, uma comissária, ao dar vários avisos, falou também qual era o destino daquela aeronave. Imediatamente uma passageira se levantou e disse que aquele não era o seu voo; achava que a aeronave a levaria para Recife-PE quando, na verdade, estava indo para BH.

Há candidatos a concursos públicos que escrevem tendo a plena convicção de que seus textos os farão alcançar os resultados almejados, afinal gastaram muito dinheiro em cursinhos e creem ter aprendido o passo a passo para escreverem bem. Aprenderam um certo “jeito” de escrever, uma fórmula que costuma lhes dar certo conforto e menos sofrimento. Mesmo quando digo “fulano, isso não vai dar certo”, há alguns que insistem em não tomar o caminho da reflexão, do raciocínio, do pensamento, do SENTIDO e da escrita periódica (sim, a frequência é muito importante). Resultado: surpresa e notas baixas.

Não adianta escrever… escrever… escrever como uma máquina! Não é suficiente estar dentro da aeronave; você tem de estar no voo certo para chegar ao destino desejado.