Escrita de estudos de caso

fevereiro 28th, 2016 por Carla Queiroz Pereira

Hoje, pessoal, escreverei sobre um assunto que gera muita dúvida entre os ‘concurseiros’ e que sempre é objeto de perguntas.

Nas provas, precisamos notar que a banca examinadora costuma usar terminologias diferentes para solicitar textos também distintos: “redação”, quando se trata de tema geral e sem relação direta com as atribuições do cargo ou do órgão pretendido; “prova discursiva”, quando se trata de tema técnico-específico a ser discorrido pelo candidato; “estudo de caso”, quando se trata de prova também técnica-específica, mas com a peculiaridade de nela haver, como o próprio nome indica, um caso hipotético cujos institutos jurídicos devem ser identificados, fundamentados e analisados/solucionados.

Em uma prova discursiva, diferentemente de um estudo de caso, a banca simplesmente pedirá, por exemplo, que o candidato disserte sobre o “Princípio da Preclusão no Processo do Trabalho”. Bastará ao candidato reproduzir com organização/coesão e correção gramatical os aspectos jurídicos mais relevantes (que constam nos livros) e que foram previamente memorizados. Já em um estudo de caso, o candidato deverá, de acordo com uma história narrada pela banca, identificar o instituto jurídico e aplicar seus conhecimentos jurídicos à solução do caso; precisará, portanto, fundamentar cada afirmação ou solução; necessitará correlacionar caso hipotético e conhecimento legal ou jurisprudencial.

Posto isso, que tal começarmos a praticar escrever os estudos de caso? Somente praticando saberemos se realmente já conseguimos atender ao que se espera desse tipo de texto!