Escrita de questões discursivas para a prova da RF: alguns cuidados

abril 21st, 2014 por Carla Queiroz Pereira

Olá, pessoal! Bom dia!

Pelo fato de a prova discursiva de alguns concursos versar sobre tema técnico (jurídico, geralmente), alguns candidatos pensam que a escrita é mais simples, bastando saber o conteúdo teórico. De fato, sem o conhecimento de Direito Tributário, por exemplo, não se escreve o tema mais “tranquilo” sobre essa disciplina; ou seja, não adianta ter conhecimento sobre produção de um bom texto se não há conhecimento sobre espécies tributárias, lançamento do crédito tributário, suspensão do crédito etc.

Por outro lado, isso não é suficiente! Tenho atendido muitas pessoas que, embora tenham o saber técnico, não conseguem fazer tal conhecimento aparecer nos textos. Logo, vão aqui algumas orientações:

1. Se a banca examinadora expôs um caso hipotético e fez uma pergunta a respeito, é necessário que você, candidato, faça um cruzamento entre o conhecimento técnico e o caso proposto; não é suficiente a exposição da lei ou de doutrinas sem relacioná-los ao caso;

2. Se a banca apresentou um caso sobre lançamento do crédito tributário e perguntou, por exemplo, se o fiscal da RF agiu corretamente ao lançar tal crédito, não basta responder que ‘sim’ ou que ‘não’; você deve explicar, tomando o caso (sempre), por que o lançamento está (ou não) adequado, fundamentando com o CTN e jurisprudência, se houver; se não estiver adequado, deve, ainda, explicar qual seria o correto lançamento;

3. Vejo muitas respostas econômicas, sucintas, brevíssimas… Parece que muitos de vocês ficam com medo de escrever, têm medo de errar. Vocês ouvem tantos mitos sobre a escrita por aí… My God!!! Resultado: vocês ficam travados, engessados e com medo! E pior: respondem de forma incompleta o que foi perguntado, o que certamente acarretará perda de pontos na prova. Please, don’t worry!

ESCREVER É UMA ATIVIDADE DE LIBERTAÇÃO, NÃO DE PRISÃO, MEU DEUS!!!