“O otimista (…) é mal informado”!

abril 15th, 2014 por Carla Queiroz Pereira

Há muito tempo gostaria de já ter escrito o que escreverei agora. Aliás, sinceramente, estava sentindo falta de escrever (sorry, queridos leitores); escrever me faz provar aquele momento gostoso de felicidade e prazer… também por meio da escrita mostro um pouquinho mais de mim… quem sou eu. É tão bom que acabo de deixar de lado os estudos em Direito Internacional (bem chato até agora… ainda mais quando se tem de fazer prova) para poder ter um momento de delícia rsrs. Como gostaria de escrever mais, muito mais!

Bem, hoje vou falar sobre algo que leio quase todos os dias nos textos dissertativos que recebo dos candidatos a concursos públicos: proposta de solução para um dado problema apresentado.

Na maior parte das vezes, apresentar solução para um problema em um texto dissertativo é como jogar um balde de água fria no leitor-examinador! A explicação é simples: soluções são apresentadas quase como fórmulas mágicas; todo o problema apresentado é simplificado, reduzido na solução, perdendo a sua inerente complexidade. O autor do texto, ao mostrar crer que aquela solução é viável e simples, confere menor argumentatividade ao seu texto e empobrece as reflexões.

Mais interessante do que apresentar uma solução a um problema, leitor(a), é problematizar essa possível solução. Isso, sim, é bastante interessante. Não torne simples o que, por natureza, já é complexo. Caso contrário, candidato(a), você dará impressão de que desconhece o mundo em que vive, o que vai ao encontro do que disse Carlos Heitor Cony, em entrevista para a rádio CBN, a respeito do legado da Copa do Mundo no Brasi (29.04.14): “o otimista… é mal informado”.

Bem, pessoal, espero ter podido ajudar um pouco mais!

Abração!