Cumprindo promessas

janeiro 14th, 2013 por Carla Queiroz Pereira

Continuando o post anterior…
Nunca sugiro desprezar o texto motivador como se ele não servisse para a escrita da dissertação. Aliás, não raras vezes, é por meio dele que compreendemos o caminho a ser percorrido durante a escrita e atribuímos sentido a determinadas palavras ou expressões presentes no tema. No caso do enunciado da prova do TRT da 4ª Região/2011, por exemplo, exposto no post anterior, o texto motivador ali estava por qual razão? Ora, se lermos o tema – “os órgãos de imprensa apenas espelham a realidade” -, perceberemos que o texto motivador estava ali também (depois explico o motivo do “também”) para que pudéssemos relacioná-los. Como? Bem, se o candidato assumisse que os órgãos de imprensa não somente espelham a realidade, mas também a deturpam, constroem etc., a relação seria a seguinte: os órgãos de imprensa se utilizam da liberdade garantida constitucionalmente para não apenas espelhar a realidade, mas também alterá-la, construí-la etc.

Embora o texto motivador tenha a sua utilidade, VALE UM ALERTA! Dizer que o texto motivador não deve ser desprezado não significa afirmar que ele sempre nos será plenamente útil ou que toda a ideia contida no tema está também nele. Prova disso é o fato de a banca ter, no texto motivador da prova do post anterior, induzido o candidato a pensar que o tema era “liberdade de imprensa” (já vimos que não era!). Aliás, nesse concurso, muitos candidatos fugiram do tema, pois leram mal o enunciado, guiando-se somente pelo texto motivador. Eis, portanto, a segunda utilidade do texto motivador: induzir o candidato ao erro.

Cumprida a promessa de continuar o post anterior!!! Ufa!