Aprendendo e memorizando a nova grafia

fevereiro 5th, 2009 por Carla Queiroz Pereira

Calcula-se que, no Brasil, 2 mil palavras sofrerão alterações, ou seja, 0,5% do total (Revista Nova Escola, Jan/Fev 2009). Como já sabemos, tais alterações envolvem o trema (que deixa de existir), a acentuação e o hífen. Conforme afirma Irandé Antunes, da Universidade Federal de Pernambuco, a adaptação não será tão difícil para quem escreve com frequência*.

Hoje, lendo uma revista de circulação nacional, vi as palavras “antissocial”* e antirracismo”*. A primeira reação foi a de quase todos nós, ou seja, achar muito esquisita essa grafia. Em seguida, minha atitude foi procurar a regra que ocasionou essa mudança. Eis aqui: não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.

Sabe, pessoal, ter a regra em mente é importante, mas não é suficiente para que seja aplicada durante a produção de um texto. Precisamos ter contato com os textos, lendo as novas grafias nos jornais, nas revistas etc., escrevendo, lendo novamente… Quanto mais contato, mais rapidamente escreveremos de acordo com a nova grafia.

* palavras que sofreram alterações após a reforma ortográfica