Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

Enfrentando o medo de escrever

Já atendi muitas pessoas que tinham pânico, pavor na hora de escrever; algumas já iniciavam o encontro pelo skype em lágrimas, verdade. Mas com muito diálogo, muita interação que trabalhasse a autoconfiança e maior segurança dessas pessoas foi possível mudar esse quadro. E, claro, tal mudança também ocorreu pelo enfrentamento da questão, ou seja, com muito trabalho de escrita e reescrita!

Portanto, caro leitor, não temas! Escreva! Veja o que preparei para você hoje:

Muitos brasileiros não são proprietários de um pequeno pedaço de terra, mas grandes empresários retiram do solo o que ele tem de melhor e produzem riquezas. Nesse sentido, o Estado do MS é conhecido também por sua extensa área voltada para a produção agrícola brasileira. Considerando esse texto meramente como motivador, disserte sobre o seguinte tema:
REFORMA AGRÁRIA E O PROBLEMA DA DISTRIBUIÇÃO DE TERRAS NO BRASIL

 

Agendamentos para janeiro de 2017

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Olá, pessoal!

Entre os dias 21.12 e 03.01 farei uma pequena pausa para curtir a preguiça…

Portanto, informo que e-mails ou mensagens no celular enviados neste período poderão ser respondidos a partir do dia 04.01, ok? Também considerando o recesso de final de ano e, ainda, alguns concursos já previstos (TRE-SP, TRT-MS etc.), aproveito para informar que já estou efetuando os agendamentos de janeiro de 2017 (carla@aescritanasentrelinhas.com.br).

Grande abraço a todos!

Entre uma lei e outra…

Quem estuda para concurso público, seja qual for, sabe quão árdua é esta tarefa; por essa razão é que necessitamos de pausas… de ‘coisas’ legais, interessantes e inteligentes para fazermos e, assim, sobrevivermos. Que tal uma leitura que você realmente queira fazer para relaxar e voltar a pensar livremente? No último sábado, passeando na Livraria da Vila, no bairro Moema, em São Paulo, relaxei! Fui para as prateleiras de livros como quem saboreia um bom café (aliás, o café desta livraria também é ótimo) e aguarda com grande expectativa o momento de ser achada por um bom livro! E lá estava ele, “As Palavras”, de Clarice Lispector:

“A palavra é na verdade um ideograma. É maravilhosamente difícil escrever em língua que ainda borbulha; que precisa mais do presente do que mesmo de uma tradição; em língua que, para ser trabalhada, exige que o escritor se trabalhe a si próprio”.

Bom dia a todos os meus leitores!

A dissertação não vale 1000, vale 100!

por Carla Queiroz Pereira em Redação, produção de textos

Tem gente que escreve um suuuuuuuper texto, uma dissertação de excelência para nossas aulas, aliás, muito superior ao que a banca exige. O problema está, porém, no tempo que se gasta para certas dissertações. Quando pergunto sobre o tempo despendido nesses textos de excelência, muitas vezes sou informada de que foram gastas 2h30… 4h… Oh, God! Isso seria ótimo se nas provas para concursos também tivéssemos o relógio a nosso favor. Mas não o temos! Portanto, segue uma orientação: talvez (talvez!) você não possa escrever, em função do tempo, um texto de excelência (um texto nota 1000), mas consiga um texto nota 100, ou seja, um texto ótimo (com argumentos consistentes, boa coesão, conhecimento de mundo, correção gramatical etc.) super dentro do que a banca espera e precisa para lhe pontuar com nota máxima. Lembre-se disto: o texto de excelência (nota 1000) e o texto ótimo (nota 100, conforme correções da FCC, por exemplo) são pontuados da mesma maneira, ou seja, com a nota máxima da banca.

TRE-SP: A PERGUNTA DE UM CANDIDATO É A DÚVIDA DE MUITOS

Quando a banca FCC, no edital do TRE-SP, escreve que o candidato, na prova discursiva-redação, ‘deverá desenvolver um texto dissertativo sobre um tema atual, o qual poderá versar sobre tema relacionado a área de atividade ou a especialidade do cargo’, o que se pode esperar?

É pouco provável que a banca dê um tema do tipo “A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE PSICOLÓGICA PARA O BEM-ESTAR PESSOAL”. Digo “pouco provável” porque a banca usa o verbo “poderá”! Logo, até esses podem ser cobrados.

Possivelmente, pessoal, a FCC apresentará um tema que tem relação com o órgão TRE ou cargo, mas sem ser tema técnico ou específico, isto é, sem ser tema relativo às matérias de Direito Constitucional, Administrativo, Eleitoral etc.

Se você vai prestar esse concurso, a tendência é a banca apresentar temas como “JUSTIÇA ELEITORAL COMO FORMA DE FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA”, “CORRUPÇÃO NO BRASIL: HÁ UMA SAÍDA?”, “CIDADANIA E JUSTIÇA NO BRASIL”, ENTRE TANTOS OUTROS. Note que são temas atuais/gerais relacionados diretamente ao TRE… Temas como esses o candidato não pode deixar de escrever, ainda mais considerando que a redação terá PESO 2.

Grande abraço a todos e uma ótima semana!

A palavra não é “coisa”

Acabo de assistir a um vídeo no YouTube sobre “dicas para a redação”, ministrado por uma conhecida professora entre os ‘concurseiros’. Eu teria muitos aspectos a comentar aqui no blog, mas, pelo horário (21h44), vou escolher somente um. E escolhi escrever de uma forma um pouco poética hoje.

 

Há certo desconforto… tento descobrir onde está…

Até mestres falam de ti como se diz “passe o sal”

Longa distância separa o criador de sua criação

Cadê o envolvimento com as palavras? Só vejo a indiferença… Escrever, para muitos, virou mera questão de estratégia… de resultado…

Manipula-se a palavra como uma criança que dobra um lençol, como se pega uma chave que caiu no chão, como se atende o interfone.

Mas a palavra não é coisa!

Se o texto escrito pudesse falar com alguns de seus criadores, talvez dissesse em bom tom e sorrindo: “Olá! Qual é mesmo o seu nome”?

Não é assim que se aprende a escrever

Sem qualquer constrangimento ou polidez, leitores, digo que uma pessoa que deseja escrever melhor pode comprar gato por lebre; pode achar que está contratando um serviço (até de um professor ‘famoso’) que o habilitará a escrever excelentes dissertações quando, na verdade, está comprando o que não precisava e que em nada (ou quase nada) o ajudará.

Apenas fazer algumas marcações no texto do aluno e comentar algo como “argumentação fraca”, “melhorar o desenvolvimento”, “organizar melhor as ideias” não é suficiente para alguém mudar sua escrita e aprender. Como fortalecer a argumentação? Quais raciocínios e conteúdos deverão ser mobilizados? Como relacionar o tema com outros saberes a fim de criar argumentos consistentes? Aliás, não basta responder “quais” e “como”? O bom professor, além disso, interage com o aluno a ponto de fazê-lo trilhar o caminho, descobrir o processo, criar, desenvolver, pensar e refletir.

Aprende-se a escrever escrevendo, mas com orientação e direcionamento adequados.

Dissertação sobre ARTE no TRE????

por Carla Queiroz Pereira em Temas de redação

Olá, queridos!

É certo que a tendência dos concursos para o TRE é cobrar temas dissertativos que têm relação com o cargo e o órgão. Mas nem sempre isso ocorre. No último concurso para o TRE-RR, ocorrido em 2015, a banca FCC, nos cargos de AJAA e AJAJ, cobrou o seguinte tema:

A CRIAÇÃO ARTÍSTICA ENTRE REPRESENTAÇÃO E INTERVENÇÃO CULTURAL

Segue o link da prova com o enunciado completo:

https://arquivo.pciconcursos.com.br/provas/22007385/d3fd0006fe50/analista_jud_judiciaria.pdf

Por isso, minha sugestão é que escrevamos, sim, temas gerais relacionados a aspectos eleitorais e constitucionais (aproveite para ver alguns que sugeri aqui no blog), mas também outros que não têm qualquer relação com o cargo ou o órgão.

Vamos evitar surpresas e manter a segurança para escrever!!!

Tirando o cérebro da zona de conforto

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Quem estuda para concursos sabe que a preparação para as provas objetivas é bastante exaustiva e massante. Temos de ler, reler, revisar periodicamente, repetir… repetir… decorar… além de fazer centenas de exercícios de cada matéria. Chega uma hora que o candidato vai no automático, afinal ele quer mesmo é marcar o “X” no lugar certo. Não se exige, nesta primeira fase, e dependendo da matéria e da banca examinadora, muito raciocínio, reflexão ou argumentação (falo sobre a complexidade linguística das tarefas). Exige-se (e demais) capacidade de memorização de um conteúdo gigantesco e resiliência por parte do candidato, entre outras habilidades. Por isso, de certa forma (de certa forma!), o cérebro fica numa certa zona de conforto depois de um tempo de estudo, quando o candidato já se exercitou demais para a fase das provas objetivas.

Isso não ocorre quando o assunto passa a ser ELABORAÇÃO DE TEXTOS, ESCRITA DE REDAÇÕES! Meros conhecimentos decorados e reproduzidos já não serão suficientes ao candidato que pretende a aprovação. Pelo contrário! O candidato, numa atividade bem diferente daquela praticada na primeira fase da sua prova, precisará PENSAR, REFLETIR, PERGUNTAR-SE “POR QUÊ”, “COMO”, “PARA QUÊ”; deverá aprender a RELACIONAR conhecimentos e informações estanques, antes adquiridos só para marcar “X”. Aliás, vejo, durante as consultorias que presto, que uma das maiores dificuldades dos candidatos está no estabelecimento dessas relações, algo que aprendemos a fazer em nossos encontros. E assim vamos tirando o cérebro da zona de conforto…  E não acabou: deverá, ainda, selecionar o que é importante, colocar em ordem as informações, reler, reescrever, repensar…

É… escrever dá trabalho mesmo!  Mas é uma atividade INTELIGENTE, que TIRA O CÉREBRO DA ZONA DE CONFORTO, DO AUTOMÁTICO! Quem não quiser trabalhar e exercitar o cérebro, vai ter de buscar outra meta, não a de ser aprovado em um bom concurso público.

Bons estudos a todos! Beijo grande.

Prova do TRE-SP: como está a sua preparação para a escrita de bons textos?

Para quem aguarda ansiosamente o edital do TRE-SP, a escrita das redações deve ser inserida diligentemente na grade de estudos (e bem antes da publicação do referido edital). Escrever é uma atividade intelectual complexa (já disse isso aqui algumas vezes), nada mecânica, e que geralmente não acontece de maneira satisfatória com apenas 2 ou 3 meses de prática. Dependendo das dificuldades de escrita, são necessários, no mínimo, 6 meses de prática constante (escrita e reescrita), além de um bom professor para incisivamente “puxar” o raciocínio do candidato e fazê-lo pensar de maneira criativa (sem modelinhos engessadores) etc.

Nesse contexto, será interessante escrever temas variados. Como as provas do TRE têm muitos temas gerais associados ao cargo pretendido (e ao órgão), seguem aqui alguns para vocês!!!

Tema 01: INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO PARA ALÉM DO VOTO

Tema 02: JUSTIÇA ELEITORAL COMO FORMA DE FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA

Tema 03: O VOTO E OUTRAS FORMAS DE PARTICPAÇÃO POPULAR PARA PROMOÇÃO DA JUSTIÇA

Tema 04: A CORRUPÇÃO ENFRAQUECE A DEMOCRACIA BRASILEIRA?

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Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br