Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

Dá pra fazer alguma coisa tendo um filho de 1 ano e 2 meses?

por Carla Queiroz Pereira em Diagnósticos & Escrita

Sim, dá!

Nos primeiros meses após o nascimento de um filho pensamos, principalmente nós, mulheres, que nunca mais faremos NADA! Nunca mais conseguiremos trabalhar, estudar, fazer academia, ter um tempo a sós etc. De fato, nos primeiros meses não dá mesmo, pois temos um ser humano que não sabe sentar, não sabe se distrair facilmente com outras coisas, não sabe dormir com autonomia, não tem musculatura e coordenação motora para comer sozinho.

Mas com o passar dos meses nossos bebês APRENDEM, E MUITO! Trata-se de um universo fantástico, maravilhosamente assustador de tão bonito! Meu bebê, com 1 ano e 2 meses apenas, já é capaz de brincar um tempo sozinho, andar com apoio, comer com certa autonomia, dormir com muito mais facilidade, distrair-se com adultos e objetos, entre tantas outras coisas. E meu antigos espaços (de trabalho etc.) vão sendo retomados aos poucos, graças a Deus!

É por essa razão que um filho pode ser a mola propulsora para fazermos o que há muito desejávamos. No meu caso, além de já ter voltado a atender meus clientes, estou retomando os estudos num empreendimento nada pequeno: elaboração de um projeto de doutorado em Políticas Públicas em uma Universidade Pública de SP!

Se meu bebê foi capaz de ser gerado em mim e nascer de mim, por que temer? Ele foi se desenvolvendo aos poucos… e assim será meu doutorado, se Deus quiser. Tudo passo a passo E SEM SACRIFICAR ESSA COISINHA TÃO BOA QUE DEUS ME DEU: O CAIO!

 

Qual Direiro te ajuda a pensar e a escrever?

por Carla Queiroz Pereira em Dificuldades com a escrita

Há mais de 10 anos trabalho com profissionais e estudantes de Direito; trata-se de uma área que requer bastante leitura e, a depender da instituição na qual se forma o discente, muita escrita também durante todos os anos de graduação. Mas por que, então, após 5 anos de estudos, os graduados em Direito que pretendem prestar um concurso não estão aptos a dissertar?

A resposta a essa questão está diretamente relacionada ao ensino jurídico tradicional: um ensino predominantemente voltado para a leitura e memorização de leis, códigos, doutrinas e jurisprudências; a atividade de escrita, neste caso, fica restrita à mera aplicação da lei ao caso concreto, exigindo-se bem menos do que se poderia em termos linguísticos.

Não há um exercício do pensar voltado para a discussão e reflexão, para as relações com outros campos do saber. Não há um pensamento crítico sobre os problemas contemporâneos que interessam ao mundo jurídico.

O Direito que nos ajuda a pensar, portanto, é aquele que não foi enterrado nos códigos; é o Direito que não está posto, mas é construído.

Gramática boa com texto ruim. Isso é possível?

por Carla Queiroz Pereira em Diagnósticos & Escrita

Bom dia, queridos leitores!

Há poucos minutos me deparei com o seguinte relato, exposto em um grupo do Facebook, de um candidato ao último concurso do Ministério Público-SP: “(…) Gostaria de saber como eu devo escrever, porque eu devo escrever muito mal. Pela segunda vez reprovado na segunda fase por 3 pontos (…)”.

Relatos como esse são muitíssimo comuns… mais comum ainda é o candidato ler seu texto pontuado pela banca e não conseguir identificar as razões pelas quais fora penalizado, afinal a gramática costuma estar boa, e o conhecimento jurídico, na “ponta da caneta”.

Só uma leitura perspicaz – e com base também em conhecimentos linguísticos – poderá fazer um diagnóstico preciso do texto deste candidato. Devem ser analisados aspectos como relações semânticas (de sentido) no período, entre períodos e entre parágrafos, bem como uso adequado dos elementos coesivos (“por essa razão”, “ademais”, “portanto”, “além disso”, “conquanto” etc.), encadeamento lógico, seleção e organização das informações, progressão textual etc., pois esses precisam ser demonstrados pelo candidato.

O raciocínio por parte do examinador é o seguinte: o texto do candidato – em termos gramaticais e linguísticos – deve ser compatível com o cargo de promotor de justiça, por exemplo. Se a banca não se convencer disso, não adiantará todo o conhecimento jurídico exposto.

O caso do candidato me lembrou um outro de uma candidata ao concurso para a magistratura do trabalho…ela havia feito 9 segundas fases antes de começarmos a trabalhar juntas, e, agora, só aguarda a nomeação! Está aqui no blog uma descrição do que acontecia em suas provas:

http://aescritanasentrelinhas.com.br/2017/11/06/sabe-tudo-so-que-nao/

Palavras de quem foi aprovado em Tribunal

Acordei com a seguinte mensagem no meu Whatsapp, enviada por um ex-cliente aprovado com redação nota 90,0 no TRT-MG, já empossado no cargo de Técnico Judiciário e que voltou a estudar recentemente:

“Carla, eu tô fazendo um curso para o TRT… Vejo que 99% dessa galera que estuda pra Tribunais não tem dimensão da importância da redação; nem da redação, nem da parte geral da prova. A maioria foca só no direito como se resolvesse alguma coisa ir bem em direito, errar 5 de português e tirar 7 na redação”.

Esse ex-aluno e hoje querido amigo sabe muito bem como se preparar para um concurso; ele é uma prova viva de que saber Direito não o levará à nomeação e posse em concursos que cobram um saber quanto à produção de textos. Sua nomeação só veio quando começou a levar a redação a sério. E muito sério!

Veja só a trajetória dele até ser empossado:

“Comecei a estudar em 2012 para os TRT’s; na época, achava que fazer um curso de redação em pdf seria suficiente. Mas não foi o que aconteceu. Com 1 ano de estudo começaram a vir as classificações nas objetivas… A primeira decepção foi em SC, para Oficial de Justiça; fui muito bem nas objetivas e achava que tinha feito uma boa redação. Veio a nota: 75,00. Minha classificação caiu muito, não fui chamado. Continuei estudando, mas ainda sem me dedicar direito à redação; mais uma decepção no TRT-BA. Na prova para Analista Judiciário tirei 80,00 na redação e não foi suficiente. Depois veio a prova de Goiás… Acertei 57 questões em 60; a dissertativa foi uma questão jurídica, mas interpretei de forma incorreta o que a banca estava pedindo e fui muito mal. O tempo passou… resolvi dar um tempo nos estudos. Voltei em 2015, quando te conheci, Carla, e resolvi encarar de verdade a redação. Surgiu o concurso do TRT-MG… Não foi minha melhor prova objetiva e, além disso, o tema da redação foi bem difícil… Mas estávamos treinando muito… eu tinha até escrito nas aulas um tema parecido e que você corrigiu. Tirei 90,00 e fui nomeado! Graças a Deus estou trabalhando no TRT-MG hoje!”

Preencher os vazios que a banca deixou

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Aqueles que prestarão TRF4 e demais candidatos que fazem concurso no qual é cobrada a redação PRECISAM saber isto: identificar os vazios que devem ser preenchidos durante a escrita do texto. O que é isso? Vou explicar partindo do tema de redação cobrado no último TRF da 4a Região para o cargo de Técnico Judiciário, Área Administrativa.

 

Texto 1
É verdade que a troca de mensagens é bastante hermética. E que meios como SMS e Twitter, com a restrição de caracteres e o imediatismo que demandam, limitam elaborações. Mas até que ponto esse tipo de
mensagem surgiu como substituto para a escrita? (…) Algoritmos, diagramas, fala, escrita, matemática e gestos são formas de tradução de ideias pensadas, que muitas vezes compartilham elementos, mas nem sempre. Não há equivalente verbal para : )
(RADFAHRER, L. “Txt não é texto”, In: F. de São Paulo, 19/05/2014)

Texto 2
Platão, no século IV a.C., nos conta que os caracteres da escrita teriam sido descobertos por Tot, no antigo Egito. Crente de ter encontrado um remédio para a memória, apresenta sua descoberta ao rei Tamus,
por quem é assim desenganado: “Não descobriste o remédio para a memória, mas apenas para a lembrança. O que ofereces aos que estudam é simples aparência do saber, não a própria realidade. Depois de ouvirem um mundo de coisas, sem nada terem aprendido, considerar-se-ão ultrassábios, quando, na grande maioria, não passarão de ignorantões…”.
(Fedro, 275a-b, trad. de Carlos Alberto Nunes, Ed.ufpa, 2011)
A partir da leitura dos textos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o papel da linguagem escrita na sociedade contemporânea. Justifique seu ponto de vista.

Inicialmente destaco que há 3 expressões-chaves nesse tema: “papel”, “linguagem escrita” e “sociedade contemporânea”. A BANCA deixa claro que o texto é sobre ESCRITA e que ela quer saber sobre o seu PAPEL; além disso, coloca sua exigência num contexto que não é o passado, mas o presente, contemporâneo.

Pois bem, a banca não diz NADA sobre a escrita… o que ela é, o que ela representa, o que fazemos por meio da escrita e com ela, em que contexto a escrita está presente, suas funções etc. A banca não diz nada porque quer saber de você, candidato. Esses são os vazios que VOCÊ deve preencher!!! O mesmo se aplica à “sociedade contemporânea”. A escrita, hoje, no contexto social, econômico, tecnológico, cultural etc., tem um papel que talvez seja diferente do que já teve no passado. Então você precisa pensar também sobre que sociedade é esta, ou seja, preencher esse vazio na redação.

Preencher vazios significa inserir conteúdo compatível com o que a banca pediu e não te contou o que é! Implica pensar, se deslocar para o mundo, para a vida e escrever algo plausível.

Será que toda ajuda de fato ajuda?

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Comumente vejo candidatos a concursos públicos comprando cursos que se propõem a aumentar o repertório de conhecimentos do aluno para que este consiga escrever uma redação que tenha bom conteúdo; são vendidos textos sobre sociologia, filosofia, meio ambiente etc. A pergunta que surge é a seguinte: ler e até memorizar o conteúdo apresentado já nos habilita a escrever uma boa dissertação?

Sem dúvida, ter sobre o que escrever, ou seja, possuir uma bagagem de conhecimentos é imprescindível na hora de produzir um texto. No entanto, de nada (ou quase nada) adianta ter conhecimentos esparsos, desconectados das relações que tais conteúdos têm com outros. Do produtor do texto exige-se muito mais: ele precisará ser capaz de raciocinar em cima do conteúdo lido, estabelecer uma relação com outros temas, aplicar aquele conhecimento ao contexto em que vive, refletir criticamente sobre o que leu, opinar etc.

Não sem razão vejo tantos textos em que os candidatos simplesmente despejam conteúdos previamente decorados, conteúdos estes que, na redação, não se relacionam com o tema da banca propriamente dito, nem tampouco com outras partes da redação. Conclusão: um texto que receberá uma nota ruim em conteúdo e em estrutura, salvando, talvez, a expressão (parte gramatical).

Fica a sugestão: leiam, sim, entendam os textos lidos; mas aprendam também a relacioná-los a outros textos, a pensar sobre o que leram a partir da experiência vivida etc. Isso é ler de fato! E não existem atalhos para escrevermos bons textos!

 

Voltando ao trabalho step by step

por Carla Queiroz Pereira em Diagnósticos & Escrita

Olá, queridos!

Desde a semana passada voltei a atender on-line, pelo Skype!!!

Em função dos cuidados com o baby, estou prestando as consultorias em horários restritos.

Beijos mil!

E já se passaram 3 meses e 9 dias…

por Carla Queiroz Pereira em Diagnósticos & Escrita

Hoje, queridos, vou falar um pouquinho de mim neste período inicial de maternidade. As palavras-chaves são PERSEVERANÇA, OBSTINAÇÃO!

Quando eu estava no primeiro mês de amamentação exclusiva, pensei: “meu Deus, será que vamos conseguir chegar ao sexto mês” (pelo menos)? São muitas lutas, desafios e frustrações… cada mulher e bebê tem os seus… Sendo assim, neste assunto “amamentação” fui aprendendo a viver cada dia… cada dia… sem criar tantas expectativas sobre o amanhã, mas fazendo de tudo – juntamente com meu companheiro nesta empreitada – para que o bebê pudesse ter o seu “tetê de cada dia”. “O tetê de cada dia, dá-lhe hoje, Pai!” E já se passaram 3 meses e 9 dias de amamentação exclusiva…

Persevere naquilo que você se colocou a fazer e precisa fazer! Pode ser só por um período.

Conciliando os cuidados com o baby e o trabalho

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Olá, queridos clientes!

Depois de 57 dias do nascimento do meu querido Caio, estou de volta para falar de como será a rotina de trabalho daqui para frente, pelo menos até o final de fevereiro, época em que completo o sexto mês de amamentação.

Amamento em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê dá sinais de que quer ou precisa mamar eu ofereço o peito. Logo, marcar horário fixo pelo skype, tal como fazemos até então, fica bastante difícil no momento; sinto que preciso priorizar os cuidados com “essa coisinha pequena e boa” que Deus nos deu. Todos sabemos da importância da amamentação nos primeiros meses de vida de um bebê.

Cuidar do bebê é importante… e, para uma mãe, voltar à rotina aos poucos também o é. Sendo assim, a partir de hoje retorno ao trabalho!!! Muitos clientes estavam ansiosos para isso rsrs.

As orientações e correções dos textos serão feitas off line, pelo whatsapp, não pelo skype. Comentarei, passo a passo, o que está bom e o que pode ser melhorado (e por que), assim como já fazemos on-line. O autor do texto poderá, após ouvir as correções e orientações, reescrever o texto e corrigi-lo a fim de realmente poder aprender e fixar o conhecimento. E, claro, também poderá, pelo whatsapp, falar sobre suas dúvidas etc.

Para os clientes novos, que ainda não têm meu whats, peço o primeiro contato pelo e-mail: carla@aescritanasentrelinhas.com.br

Grande abraço a todos.

Compartilhando alegrias com vocês!

por Carla Queiroz Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

NOVIDADES

Conforme conhecimento de meus queridos clientes (ou quase clientes), a partir da segunda quinzena de setembro deste ano, além de continuar prestando serviços de consultoria em linguagem escrita -  o que, com prazer, já faço há mais de 10 anos -, também desfrutarei da honra, alegria e responsabilidade de ser mãe do Caio, nome que significa “alegre”, “contente”, “feliz”!

CRIANDO NOVAS FORMAS DE TRABALHARMOS

Por esse nobre motivo, e na 35ª semana de gestação agora, estou na fase final de organização para a chegada do nosso bebê! Assim, quero organizar e planejar, juntamente com vocês, os nossos trabalhos nos meses seguintes ao nascimento do Caio. Quais são minhas pretensões a partir da segunda quinzena de setembro? Como vou poder atender aos que me procurarem?

Obviamente, pelas razões que nem preciso expor, no primeiro mês após o nascimento, o cérebro desta mãe de primeira viagem estará totalmente tomado com as atividades ligadas aos cuidados com o seu bebê; permanecer off-line nos primeiros 60 dias após o nascimento será, portanto, crucial. Até poderei responder mensagens neste período, via whatsApp ou e-mail, mas na medida do possível e contando com a paciência de todos.

RETOMANDO AS ATIVIDADES POUCO A POUCO

A partir do terceiro mês já pretendo me comprometer a responder todos as mensagens de whatsApp e e-mails, agendando possíveis aulas e consultorias a distância. Nesse sentido, eu não agendaria as correções dos textos pelo skype, on-line, como geralmente trabalho hoje, mas agendaria de forma a receber os textos via e-mail e devolvê-los com todos as CORREÇÕES E COMENTÁRIOS POR ESCRITO, PASSO A PASSO. Todos os detalhamentos e explicações que eu daria pelo skype, falando diretamente com o aluno, seriam dados por escrito, no próprio texto enviado. A qualidade das correções e comentários, garanto, será a mesma daquela realizada pelo skype. Os clientes que já tiveram textos assim corrigidos por mim podem testificar isso.

A PARTIR DO 4º MÊS

Dizem que a partir do 4º mês do nascimento o bebê já consegue dormir durante a noite, o que facilitará muito a retomada da rotina de trabalho, acredito eu. Sendo assim, já poderemos deixar nossos encontros pelo skype agendados para janeiro em diante. Como dividirei minha atenção entre trabalho e cuidados com o bebê, certamente não poderei lotar minha agenda de aulas. Por isso, peço a colaboração de todos no sentido de marcarmos com certa antecedência os nossos encontros, ok!?

Bem, acho que por enquanto é só! E a barriga vai crescendo muito…

Muitos beijos a todos!!!

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Carla Queiroz Pereira, mestre em Linguística/área Neurolinguística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões linguístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as redações, questões discursivas e questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br